JUVENTUDE E PROJETO DE VIDA EM TERRITÓRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Jessica do Nascimento Silva, Jaileila de Araújo Menezes

Resumo


O termo juventude começou a ser categorizado no início do século XX. Por se tratar de uma categoria social, ela se manifesta de modos diferentes de acordo com o momento vivido pela sociedade. Nossa reflexão sobre juventude compreende que [...] “o jovem, a princípio, torna-se capaz de refletir e de se ver como um indivíduo que participa da sociedade, recebendo e exercendo influências, fazendo deste o momento por excelência do exercício de sua inserção social”. (LEÃO; DAYRELL; REIS, 2011, p. 1068). A reflexão sobre projeto de vida nas sociedades complexas, por sua vez, foi muito bem empreendida pelo antropólogo Gilberto Velho (1997). Ele define por complexa as sociedades marcadas pela divisão social do trabalho, pelo aumento da produção e consumo, por sua articulação com um mercado mundial e sujeitas a um crescimento urbano contínuo. Desta forma é estabelecido para juventude a elaboração de um projeto de vida que esteja atrelado a sua inserção no mercado de trabalho, esta cobrança social para as juventudes pouco interessa-se em compreender a especificidade e diversidade de interesses dos/das jovens. “Nesse sentido, o projeto possui uma dinâmica própria, transformando-se na medida do amadurecimento dos próprios jovens e/ou mudanças no seu campo de possibilidades”. (LEÃO; DAYRELL; REIS, 2011, p. 1072). Compreendemos que o discurso do desenvolvimento econômico carrega em si uma noção de emancipação dos sujeitos a um lugar de ditas oportunidades. Pelo exposto nossa questão de pesquisa investigou o projeto de vida de jovens homens e mulheres residentes em território de intenso desenvolvimento econômico. Em nossos objetivos interessou-nos saber em que o processo de desenvolvimento econômico da sub-região de SUAPE transversaliza a elaboração do projeto de vida dos/das jovens; com quem eles/elas podem contar para a realização dos seus projetos; em que medida os marcadores sociais de classe, gênero, raça/etnia, território, posicionamento sexual interfere na elaboração de seus projetos de vida.

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Referências


LEÃO, G.; DAYRELL, J. T.; DOS REIS, J. B. Juventude, projetos de vida e ensino médio. Educação & Sociedade, v. 32, n. 117, p. 1067-1084, 2011. NAKANO, M.; ALMEIDA, E. Reflexões acerca da busca de uma nova qualidade da educação: relações entre juventude, educação e trabalho. Educação & Sociedade. Campinas, v. 28, n. 100, p. 1085-1104, 2007. PISCITELLI, A. Interseccionalidades, categorias de articulação e experiências de migrantes brasileiras. Sociedade e cultura, v. 11, n. 2, 2008. VELHO, G. Individualismo e cultura. Notas para uma Antropologia da Sociedade Contemporânea. 4. Ed. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro. 1997.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)