PARTICIPAÇÃO ESTUDANTIL NA UFPE: RELAÇÕES ENTRE PARIDADE E HISTÓRIA DA UFPE

Hercilia Melo do Nascimento, José Luis Simões

Resumo


A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), aos seus 65 anos, deflagrou o processo para construção do seu novo estatuto, com objetivo geral de elaborar uma proposta, de forma democrática, com a participação de todos os segmentos (UFPE, 2013, p. 9). No seu cerne, permitir-nos-ia caminhos para discutir sobre/a universidade brasileira, anseio de diversos atores e movimentos nas luta pela democratização da educação, na medida em que dá origem a instrumentos legais que movimentam o tecido de relações na sua institucionalidade. Após aprovação da metodologia para a condução dos trabalhos, professores, técnicos e estudantes indicados pelos seus respectivos pares integraram comissões setoriais e o colégio estatuinte para elaboração de propostas e deliberação. A qualquer interessado estava garantido o envio de proposições, além da premissa da composição paritária nestas instâncias. O documento aprovado pelo Congresso Estatuinte, em 2015, recebeu parecer jurídico demonstrando impedimentos de sua homologação na íntegra, contrariando, como exemplo, a carta de delegados partícipes.  Ao mesmo tempo, a defesa da paridade nas instâncias deliberativas, entre outras demandas, ocuparam manifestações pela manutenção das propostas aprovadas e suas possibilidades para a vida universitária. No bojo das lutas pela ampliação da participação da comunidade, em 2016, tem-se a implantação do Conselho Departamental Experimental Paritário no Centro de Educação como exercício de gestão democrática, no atendimento à pluralidade de ideias, da valorização dos alunos e técnicos junto aos docentes, do respeito às formas distintas de aprendizado que não se restringem à sala de aula, aspectos que se colocam na contraposição de danos à democracia, inclusive que atravessa a conjuntura nacional. A reunião de lutas nesta experiência propiciou/a que servidores e estudantes também apresentem suas visões/percepções/experiências quanto à administração, princípios e finalidades da instituição, na emergência de novos paradigmas. Neste sentido, sua construção reconhece o conhecimento e a experiência não apenas provenientes de círculos de pesquisadores estabelecidos, coadunando, impreterivelmente, com o  reconhecimento do estudante e da capacidade do ser humano de ser e de saber. Inclusive, o próprio modo de saber precisa ser valorizado, em decorrência do uso intensivo de conhecimento para corresponder às necessidades reais dos povos e nações (BERNHEIM; CHAUI, 2008). Objetivo: Para tanto, motivou-se reflexões acerca da participação estudantil na história da UFPE, no sentido de relacionar permanências e/ou rupturas no tempo presente

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Referências


FERREIRA, M. M. História, tempo presente e história oral. Topoi, Rio de Janeiro, dez 2002, p. 314-332.

LE GOFF, J. A História nova. 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005

RECIFE. Universidade Federal de Pernambuco. Estatuto da UFPE (1975). Gabinete do reitor: SEGIC, 2012.

SANTOS, E. M. de M. UFPE: instituição, gestão, política e seus bastidores. Recife: EDUFPE, 2012.


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Revista Semana  Pedagógica ISSN 2595-1572 (on line)