Genealogia e pensamentos decoloniais: colonialidade do poder/saber como teoria do assujeitamento
DOI :
https://doi.org/10.51359/2317-5427.2025.268478Mots-clés :
assujeitamento, colonialidade do poder/saber, processos de subjetivação, sociologia de(s)colonialRésumé
No presente texto, partimos da perspectiva da teoria do assujeitamento/sujeição presente na obra de Michel Foucault para dialogar/tensionar teoricamente com os processos perpetrados pela crítica da colonialidade do poder/saber presentes na obra de Aníbal Quijano, vistos enquanto processos de subjetivação. Para tanto, o presente ensaio pode ser dividido em duas partes distintas, mas intercambiáveis: a) delinear o que seria uma teoria do assujeitamento/sujeição na obra de Foucault, ao mesmo tempo em que se explicita as ideias de dois grandes filósofos que permitem tecer as aproximações com a crítica da colonialidade quijaniana, quais sejam, Santiago Castro-Gómez e Sueli Carneiro; b) ensejar as limitações conceituais presentes na obra foucaultiana, por um lado, concomitantemente se dá um passo além para pensar como a sociologia de(s)colonial de Quijano é pautada numa ideia central de assujeitamento/sujeição. Utilizamos como base metodológica uma leitura exegética e comparativa dos textos dos autores em questão. Com isso, pudemos explicitar acerca de possíveis influências do filósofo francês na teoria decolonial do sociólogo peruano.
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