Do desenvolvimento desigual à revolução teimosa
DOI :
https://doi.org/10.51359/2317-5427.2025.267526Mots-clés :
Desenvolvimento desigual, desenvolvimentismo, revolução, NordesteRésumé
O ensaio propõe uma reflexão sobre a autoatividade dos trabalhadores como perspectiva sociológica e alternativa política à luz dos dilemas contemporâneos brasileiros. Parte da crítica sobre o desenvolvimento capitalista no país, tendo o Nordeste, especialmente Pernambuco, como elemento articulador do debate. Crítica abordagens evolucionistas e desenvolvimentistas, recuperando autores como Lélia Gonzalez, Florestan Fernandes, Francisco de Oliveira e Roberto Schwarz, ao demonstrar como o racismo e a superexploração estruturam o capitalismo dependente no Brasil. Expõe os limites históricos dos projetos institucionalizados e nacional-desenvolvimentistas, num panorama que parte da Revolta Praieira, passa pelo pré-1964 e chega à atualidade, destacando a centralidade estratégica da classe trabalhadora para a transformação social. Por fim, destaca o novo proletariado do Nordeste, nos setores industriais, logísticos e de serviços, como sujeito potencial de uma revolução teimosa, metáfora para a transformação radical a partir dessa nova realidade nordestina.
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