Da narrativa paternalista à negociação e conflito: o reassentamento Itaparica nas vozes dos trabalhadores rurais ribeirinhos do submédio São Francisco (1986 - 1988)
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-6092.2024.262048Schlagworte:
Submédio São Francisco, modernização conservadora , reassentamento compulsório Itaparica, narrativa paternalista, negociação e ConflitoAbstract
A Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga (UHLG), localizada no município de Petrolândia/PE, foi construída pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), entre as décadas de 1970 e 1980, sob o ideal da modernização conservadora para produzir e distribuir energia elétrica, e expandir o polo agroindustrial no Submédio São Francisco. Dando origem ao reassentamento compulsório Itaparica, entre os estados de Pernambuco e Bahia, com implicações que perduram até a atualidade, muitas foram as narrativas construídas a respeito desse empreendimento político-econômico. Dessa forma, por meio de uma análise comparativa entre a narrativa presente no livreto Mudar para Melhor, de autoria da CHESF, e as vozes dos próprios trabalhadores rurais nas reportagens Barragem: a ocupação – 1986, e Barragem II – 1986, objetivou-se demonstrar a existência de um processo de negociação e conflito, omitido na narrativa paternalista oficializada pelo Estado.
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