O Papel do Geógrafo na regularização fundiária no Recife
Contribuições e desafios
DOI:
https://doi.org/10.51359/2525-6092.2025.266206Palavras-chave:
planejamento urbano, território, Geografia, Direito à cidadeResumo
A regularização fundiária constitui um dos principais desafios das cidades brasileiras, especialmente diante da recorrência da ocupação informal do solo urbano. Mais do que um processo técnico, trata-se de uma ação atravessada por disputas territoriais, interesses conflitantes e desigualdades históricas. Este artigo analisa a regularização fundiária no Recife a partir de uma abordagem geográfica crítica, considerando os múltiplos agentes envolvidos e os impactos socioespaciais decorrentes. A pesquisa foi conduzida por meio de revisão bibliográfica e análise documental, com ênfase nos marcos legais, nas atribuições institucionais e na atuação do geógrafo no processo de regularização. Argumenta-se que a compreensão das dinâmicas territoriais é fundamental para que a regularização fundiária contribua efetivamente para a promoção do direito à cidade. O geógrafo, ao integrar saberes técnicos e análises socioespaciais, desempenha papel estratégico na mediação entre as demandas populares e o planejamento urbano. Dessa forma, defende-se que a regularização fundiária não deve apenas formalizar ocupações, mas atuar como instrumento de justiça social, inclusão e transformação do território.
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