INJÚRIA NA TEORIA, "ENCARNAÇÃO" NA PRÁTICA? OFENSAS VERBAIS ENTRE ESTUDANTES DE BELÉM

Alan Augusto Moraes Ribeiro

Resumo


Neste artigo, apresento a análise de dez casos de ofensas verbais relatadas por estudantes de duas escolas da periferia de Belém do Pará. Por meio de etnografia e entrevistas, discuto o conteúdo ambivalente dos epítetos presentes em situações ofensivas para sugerir o caráter polissêmico que o conteúdo da ofensas carregam consigo. Articulando autores clássicos da Antropologia com autores contemporâneos do denominado pós-colonialismo, procura-se discutir o difícil trabalho de definição categórica dos termos pelo pesquisador diante da classificação fluida e mutável dos estudantes. Noções locais como "encarnação" e "tirar sarro" são construídas pelos sujeitos para classificar ofensas, retirando desta categorização a noção de injúria racial propriamente dita, desestabilizando tal definição ao mesmo tempo em que sugerem um modo conflitivo de construir identidades raciais.  

 


Palavras-chave


Ofensas verbais, Injúria, Identidades raciais, Raça

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