MODELO DIDÁTICO COMO RECURSO PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS: SUA INFLUÊNCIA COMO FERRAMENTA FACILITADORA NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM

Rodrigo De Oliveira Santos, Priscila Santos Da Silva, Jandra Lucia De Souza Lima

Resumo


Os processos de ensino e aprendizagem requerem diversos meios para sua plena concretização.
Esses meios referem-se a um conjunto de fatores que vão desde a estrutura escolar até as
metodologias de ensino utilizadas pelos docentes. Ainda há enorme carência quanto ao ensino e à
aprendizagem das ciências escolares na educação básica, como por exemplo, quanto ao
desenvolvimento de aulas práticas. Na história da Biologia enquanto disciplina escolar se encontra
marcada por períodos distintos. Na primeira metade do século XX. Com o passar dos anos, esta
visão passou a ser questionada e se encaminhou para uma valorização da importância dos
conhecimentos biológicos no campo de discussão da ciência e tecnologia, o que é próprio da
sociedade contemporânea. O presente trabalho teve como objetivo fazer uma revisão bibliográfica
acerca da importância dos modelos didáticos no ensino de Ciências e Biologia. Nos resultados
enuncia que o rendimento dos estudantes aumenta de forma significativa quando se trabalha de
forma interativa e participativa. Logo, o envolvimento dos estudantes nas atividades que utilizam
modelos didáticos e ilustrações promove uma melhor assimilação dos conteúdos e aquisição do
conhecimento por parte dos estudantes. E por fim, as metodologias, constituem um aspecto
fundamental da prática docente, nesse sentido, é preciso destacar que é o professor o profissional
responsável por selecionar as estratégias e recursos, no caso o modelo didático que melhor possam
mobilizar a aprendizagem dos estudantes, de forma a despertá-los para a apropriação dos
conhecimentos.


Texto completo:

PDF

Referências


ABREU, S.I.O.G. 2015. O Educador e/ou Professor como principal impulsionador da autoestima da

criança. Dissertação de Mestrado. Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti. Porto. Portugal.

p.

ANDRÉ, M. E. D. A. Estudo de Caso em Pesquisa e avaliação educacional. Brasília: Liber Livro

Editora, 2005.

AMARAL, J. A. et al. Construção e avaliação de modelos didáticos destinados ao ensinoaprendizagem de biologia. In: V CONNEPI-2010. 2010.

AMORIM, A.S. A influência do uso de jogos e modelos didáticos no ensino de biologia para alunos

de ensino médio. 2013. 49f. Monografia (Licenciatura em Ciências Biológicas) - Universidade Aberta

do Brasil, Centro de Ciências e Saúde, Universidade Estadual do Ceará, Ceará, 2013.

BRASIL. Proposta de diretrizes para a formação inicial de professores da educação básica, em

cursos de nível superior. mai. 2000. Disponível em:

http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/basica.pdf > . Acesso. 08 Out. 2018

BUNGE, M. Teoria e realidade. São Paulo: Perspectiva. 2004.

CAVALCANTE, D.D.; DA SILVA, A.F.A. Modelos didáticos e professores: concepções de ensino

aprendizagem e experimentações. In: XIV Encontro Nacional de Ensino de Química, 14., 2008,

Curitiba. Anais do XV Encontro Nacional de Ensino de Química. Curitiba: UFPR, 2008.

CARDOSO, N. S.; CASTRO, M. M. M.; SILVA, J. R. F. A busca de novas ferramentas para a atividade

docente no ensino de embriologia e histologia: modelos tridimensionais. In: Encontro Nacional de

Biólogos, 5. 2003, Natal. Anais... Natal, 2003, p. 151-152.

CHEVALLARD, Y. La transposición didática: del saber sabio al saber enseñado. Buenos Aires, Aique,

FEITOSA, R. A. As teorias sobre o “professor reflexivo” e suas possibilidades para a formação

docente na área de Ciências da Natureza. Revista entreideias, Salvador, v. 4, n. 1, p. 185-199, 2015.

Disponível em: . Acesso em: 28 Out. 2018.

GATTI, Bernardete Angelina. BARRETO, Elba Siqueira de Sá. Professores do Brasil: impasses e desafios. Brasília: UNESCO, 2009.

JUSTINA, L.A.D. Ensino de genética e história de conceitos relativos à hereditariedade. Dissertação

de Mestrado (Programa de Pós-Graduação em Educação) UFSC, Florianópolis, 2001.

JUSTINA, L.A.D.; FERLA, M.R. A utilização de modelos didáticos no ensino de Genética. Exemplo de

representação de Compactação do DNA Eucarioto. Revista ARQUIVOS DO GIORDAN, A.; VECCHI, G.

As origens do saber. 2. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

HERMANN, F. B.; ARAÚJO, M. C. P. Os jogos didáticos no ensino de genética como estratégias

partilhadas nos artigos da revista genética na escolar. In: Encontro Regional Sul de Ensino de

Biologia, XVI - Semana Acadêmica de Ciências Biológicas, XVI, 2013. Santo Ângelo. Anais do VI

Encontro Regional Sul de Ensino de Biologia e da XVI Semana Acadêmica de Ciências Biológicas,

Santo Ângelo: FuRI, 2012. p. 1-16.

MARTINAND, J. L. Ensenãnza y aprendizage de la modelizacion. Enseñanza de las Ciencias.

Barcelona, v. 4, n.1, p. 45-50. 1986.

MARTINS, M. M. M. C.; LEITE, R. C. M. Aulas práticas e experimentos no ensino de ciências na

escola básica: as contribuições de Derek Hodson. In: CARNEIRO, C. C. B. S.;

LEITE, R. C. M. (Org.) Ensino de ciências abordagens múltiplas. Curitiba: CRV, 2013.

MELO, Daniela da Silva, (2016) Profissão docente: um estudo sobre a desvalorização/valorização

da carreira. Trabalho apresentado na II Jornada Baiana de Pedagogia, 26 a 28 de abril de 2016,

Ilhéus, Bahia.

MORAES, C.R.; VARELA, S. 2007. Motivação do aluno durante o processo de ensino-aprendizagem.

Revista Eletrônica de Educação. 1 (1), ago./dez.

MUDI, Maringá, v.1, n.2, p. 35-40, 2006.

ORLANDO, T.C.; LIMA, A.R.; DA SILVA, A.M.; FUZISSAKI, C.N.; RAMOS, C.L.; MACHADO, D.;

FERNANDES, F.F.; LORENZI, J.C.C.; LIMA. M.A.; GARDIM, S.; BARBOSA, V.C.; TRÉZ, T.A.

Planejamento, montagem e aplicação de modelos didáticos para abordagem de biologia celular e

molecular no ensino médio por graduandos de ciências biológicas. Revista brasileira de ensino de

bioquímica e biologia molecular, v.1, n.1, p.1-17, 2009.

PEDRANCINI, D.V.; Corazza-Nunes, M.J.; Galuch, M.T.B.; MOREIRA, A.L.O.R.; RIBEIRO, A.C. Ensino e

aprendizagem de biologia no ensino médio e a apropriação do saber científico e biotecnológico.

Revista Electronica de Ensenanza de las Ciencias, v.6, n.2, p.299-309, 2007.

PEREIRA, D.D. et al. Elaboração e utilização de modelo didático no ensino e Genética de

Populações. In: JORNADA DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO – JEPEX 2010. X. Anais... Recife:UFRPE, 2010.

PINHEIRO, T. de F.; PIETROCOLA, M. & ALVES FILHO, J. Modelização de variáveis: uma maneira de

caracterizar o papel estruturador da Matemática no conhecimento científico. In: PIETROCOLA,

Maurício (Org.). Ensino de Física: conteúdo, metodologia e epistemologia numa concepção

integradora. Florianópolis: UFSC, p. 33-52. 2001.

RICHARDSON, Roberto J. e RODRIGUES, Luiz A. R. Investigação e Intervenção na Gestão Escolar/

Metodologia do Trabalho Científico. In Curso de Especialização em Gestão e Avaliação da Educação

Pública. Módulo III. Recife, 2013.

SEPEL, L.M.N.; LORETO, E.L.S. Estrutura do DNA em Origami – possibilidades didáticas. Revista

Genética na Escola, Ribeirão Preto, v.2, n.1, p. 3-5, 2007.

SILVA, D. M. A. P. Formação docente em tecnologias digitais: em busca do caminho. Porto Alegre,

Disponível em:

. Acesso em:

Out. 2018

SHULMAN, L, Those who understand: knowledge growth in teaching. Educational Researcher, v.

, n. 4, p. 4-14, 1986..

UNESCO (2003) Ensino Médio: Múltiplas Vozes. Pesquisa coordenada por ABRAMOVAY, Miriam e

CASTRO, Maria e Garcia. Brasília: UNESCO

WEISZ, T. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. São Paulo: Ática, 2000.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária, Recife - PE, 50670-901.