A GRATIDÃO COMO PRÁTICA DO CUIDAR DE SI
DOI:
https://doi.org/10.51359/2595-7597.2023.262843Resumo
A importância do autoconhecimento vem sendo enunciada desde a antiguidade até os tempos atuais, a exemplo da filosofia platônico-socrática com o “conhece-te a ti mesmo” e ainda Spinoza e Freud, entre outros, que trazem o conhecimento de si como uma conquista por meio de um processo contínuo na realização da liberdade. O autoconhecimento nos permite desenvolver a prática do autocuidado, pois, ao nos conhecermos melhor, é possível identificar nossas fragilidades e potencialidades, desenvolvendo, assim, ações possíveis de equalizar nossa existência. Autocuidado é o cuidar de si e, como toda prática, precisamos de exercícios para poder executá-la. Assim, passearemos um pouco pelas perspectivas de autores que apresentaram algumas técnicas de autoconhecimento e pelos escritos do próprio Foucault, com os exercícios do cuidar de si. Propositalmente, não seguimos uma linha única de exercícios práticos por reconhecermos que somos diferentes, tanto como pessoas entre si quanto na própria pessoa nas várias fases da vida. Não nos detivemos apenas a autoras e autores que fazem parte dos clássicos acadêmicos, mas também enfocamos aqueles que tenham dado contribuições para práticas pedagógicas diversas. Outrossim, ainda quanto à gratidão como prática pedagógica, ressaltamos as pesquisas realizadas por Martin Seligman, professor da Universidade da Pensilvânia, psicólogo, ex-presidente da Associação Americana de Psicologia, que apresenta o exercício da gratidão como uma atividade didática denominada “A visita de gratidão”. Essa atividade foi realizada em nossa intervenção, seguindo as orientações do autor que sugere solicitarmos (no nosso caso, aos estudantes) para fecharem os olhos e trazer à mente a imagem de uma pessoa que ainda esteja viva e com quem não tenha contato há algum tempo, alguém que tenha contribuído de forma positiva para a vida de quem a está visualizando ou, como ensina Seligman (2012): “Alguém a quem você nunca tenha agradecido adequadamente” (p. 22).Depois de realizar a visualização, pede-se para que abram os olhos e escrevam uma carta de gratidão a essa pessoa. Em seguida, a orientação é combinar de visitá-la e entregar-lhe a carta pessoalmente. Nessa oportunidade, deve-se ler a carta sem pressa, observar a reação dela e a sua própria, para logo depois discutir o conteúdo da carta.
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