Conversando sobre acessibilidade e inclusão: o que pensam mediadores de museus e centros de ciência e pessoas com deficiência visual

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2595-7597.2024.263987

Palavras-chave:

museus de ciências, centros de ciências, pessoas com deficiência visual, mediadores

Resumo

O tema acessibilidade em museus e centros de ciências não é algo recente, ainda assim há muito que se discutir. Profissionais que trabalham com mediação se mostram preocupados em proporcionar uma melhor vivência para o público com deficiência, aqui no caso a visual. Visando compreender a realidade da interação entre mediadores e pessoas com deficiência visual, a presente pesquisa buscou ouvi-los. A partir da perspectiva qualitativa foi possível compreender os sentidos das práticas sociais, usando rodas de conversa para obtenção dos dados. Foram realizadas rodas de conversa com mediadores de museus e centros de ciências do Rio de Janeiro e outra com  deficientes visuais. A partir das conversas e observações foi possível conhecer as experiências dos mediadores ao se depararem com pessoas cegas e/ou com baixa visão e, também, entender as experiências desse grupo ao visitarem  instituições científicas culturais. Desse modo, foram identificadas barreiras que dificultam a comunicação entre os museus de ciências e as pessoas com deficiência visual. Os resultados apontaram para  ausência de capacitação dos mediadores para lidarem com um público diversificado, sobretudo com deficiência visual, desde o momento da graduação até as instituições de trabalho, assim como foi possível perceber as dificuldades enfrentadas por deficientes visuais ao se depararem com ambientes pouco acolhedores.

Biografia do Autor

Raquel Barros, Instituto Federal do Rio de Janeiro

Bióloga pela Veiga de Almeida e mestranda em Ensino de ciências pelo IFRJ. Especialista em Divulgação da Ciência, da Tecnologia e da Saúde pela Casa de Oswaldo Cruz - COC Fiocruz,   cursando a Especialização em Metodologias de Ensino com ênfase na deficiência visual pelo Instituto Benjamin Constant- IBC.

Verônica Pimente Velloso, Instituto Federal do Rio de Janeiro

Doutora em História das Ciências da Saúde - Casa Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz e docente do IFRJ.

Eline Deccache-Maia, Instituto Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ. Docente da Pós-graduação em Ensino de Ciências (PROPEC) do IFRJ. Líder do grupo de pesquisa Ciência, (Arte), Tecnologia e Sociedade - C(A)TS do CNPq.

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Publicado

2025-04-01