A jornada da água no corpo humano: sequência didática para a educação de jovens e adultos
DOI:
https://doi.org/10.51359/2595-7597.2024.264759Palavras-chave:
biologia, educação de jovens e adultos, atividades de ensino- aprendizagem, água, sequência didáticaResumo
Compreender a complexidade do organismo humano e estabelecer as conexões necessárias é um desafio para os alunos. O objetivo deste trabalho foi desenvolver e aplicar uma Sequência Didática (SD) investigativa sobre o percurso da água no corpo humano e avaliar a utilização dessa SD como facilitadora da aprendizagem. Participaram da pesquisa oito estudantes matriculados no terceiro módulo da disciplina de Biologia, com idade entre 20 e 51 anos, da EJA. As atividades foram realizadas em quatro momentos: verificação dos conhecimentos prévios dos alunos, aula expositiva e dialogada, produção de texto, aula prática. A SD foi avaliada por meio de um questionário. Os resultados demonstraram que os estudantes tinham alguma compreensão do assunto abordado, mas com lacunas e falta de organização do conteúdo. Após a realização da SD, observou-se que, a estruturação das respostas estava mais elaborada e completa. Ao produzirem o texto, pôde-se constatar que somente três alunos conseguiram redigir com sequência lógica e correta, explicaram a participação dos sistemas na absorção, transporte e excreção da água. Na aula prática, os estudantes participaram ativamente e o conhecimento sobre o tema foi adquirido satisfatoriamente. Na avaliação da SD os alunos relataram se sentirem desafiados, curiosos, que aprenderam, bem como puderam analisar e refletir sobre o assunto abordado. Concluímos que a SD contribuiu para que os alunos compreendessem o trajeto da água interconectando os sistemas digestório, circulatório e excretor além disso, facilitou a participação ativa dos estudantes, promovendo uma aprendizagem significativa sobre a captação, circulação e eliminação da água no organismo.
Referências
BARDIN, L. Análise de Conteúdo/Laurence Bardin. Tradução Luís Antero Reto, Augusto Pinheiro. São Paulo: Edições, 70, 2011.
BRASIL, S. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular. MEC Brasília, DF 2018.
BRITO, B. W. D. C. S.; BRITO, L. T. S.; DE SOUZA SALES, E. Ensino por investigação: uma abordagem didática no ensino de ciências e biologia. Revista Vivências em Ensino de Ciências, 2, n. 1, 2018.
BÁSICA, C. D. E. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA. Resolução 2007.
DA SILVA BRITO, J. P.; DA SILVA BRITO, V.; DA SILVA, C. K.; FERREIRA, T. S. et al. Benefícios das propriedades físicas da água para o corpo humano. Research, Society and Development, 9, n. 10, p. e5889108911-e5889108911, 2020.
DE CARVALHO, A. M. P. Fundamentos teóricos e metodológicos do ensino por investigação. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, p. 765-794, 2018.
DE OLIVEIRA, A. M.; DA COSTA, R. C. MATEMÁTICA NA TELA: O DESENHO ARTÍSTICO COMO ATIVIDADE MEDIADORA DA APRENDIZAGEM MATEMÁTICA. REAMEC–Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática, 9, n. 2, 2021.
DE OLIVEIRA, K. N.; CALHEIRO, L. B. A ÁGUA COMO PROPOSTA INTERDISCIPLINAR PARA DISCUTIR A EDUCAÇÃO AMBIENTAL A PARTIR DAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DE ESTUDANTES DA EJA. GEOFRONTER, 9, 2023.
INTERAMINENSE, B. D. K. S. A Importância das aulas práticas no ensino da Biologia: Uma Metodologia Interativa/The Importance of practical lessons in the teaching of Biology: An Interactive Methodology. ID on line. Revista de psicologia, 13, n. 45, p. 342-354, 2019.
LUNN, J.; FOXEN, R. How much water do we really need? Nutrition bulletin, 33, n. 4, p. 336, 2008.
MESSINGER-RAPPORT, B. J.; THOMAS, D. R.; GAMMACK, J. K.; MORLEY, J. E. Clinical update on nursing home medicine: 2009. Journal of the American Medical Directors Association, 10, n. 8, p. 530-553, 2009.
MOTTA, S. Educação de jovens e adultos: evasão, regresso e perspectivas futuras. Dissertação (Mestrado em Educação) – Centro Universitário Moura Lacerda, 2007.
MOURÃO, M. F.; SALES, G. L. O uso do ensino por investigação como ferramenta didático-pedagógica no ensino de Física. Experiências em Ensino de Ciências, 13, n. 5, p. 428-440, 2018.
MUNFORD, D.; LIMA, M. E. C. D. C. E. Ensinar ciências por investigação: em quê estamos de acordo? Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte), 9, n. 01, p. 89-111, 2007.
OLIVEIRA, F. A. M.; DE MATOS, I. M. Perfil dos alunos da EJA nas escolas da Superintendência Regional de Educação de Colatina/Espírito Santo. Revista de Ensino de Biologia da SBEnBio, p. 911-932, 2021.
SASSERON, L. H. Alfabetização científica, ensino por investigação e argumentação: relações entre ciências da natureza e escola. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências (Belo Horizonte), 17, p. 49-67, 2015.
SOARES, A. G.; COUTINHO, F. Â. Leitura, discussão e produção de textos como recurso didático para o ensino de biologia. Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, 9, n. 2, 2009.
VANZELA, E. C.; BALBO, S. L.; DELLA JUSTINA, L. A. A integração dos sistemas fisiológicos e sua compreensão por alunos do nível médio. Arquivos do MUDI, 11, n. 3, p. 12-19, 2007.
VARGAS, P. G.; GOMES, M. D. F. C. Aprendizagem e desenvolvimento de jovens e adultos: novas práticas sociais, novos sentidos. Educação e Pesquisa, 39, n. 02, p. 449-463, 2013.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Vanessa Morais de Sá, Ione Maria de Matos

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d. Os conteúdos da Revista Vivências em Ensino de Ciências estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Você tem o direito de: Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial; Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial. De acordo com os termos seguintes: Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado , prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso; Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.