Educações Possíveis no Antropoceno-Plantationoceno-Capitaloceno
cartas fabuladas para criar e resistir na licenciatura em Ciências Biológicas
DOI:
https://doi.org/10.51359/2595-7597.2026.271341Palavras-chave:
ambiente e educação, Antropoceno, formação docente, cartas, fabulaçãoResumo
Este artigo tem como objetivo investigar como as relações entre seres humanos e não humanos são impactadas pelo capitalismo e pelas formas de exploração que caracterizam o Antropoceno-Plantationoceno-Capitaloceno. Busca-se compreender de maneira ampla como esses sistemas moldam a visão mercantil da Terra/terra, promovendo a alienação humana diante da vida e da diversidade. A partir das vivências de dois estudantes e um professor no curso de licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Campus Pontal, inspirados nas atividades desenvolvidas no componente curricular obrigatório Biologia e Cultura e na atuação do projeto de extensão Coletivo Goiabal Vivo, experimentou-se a criação de cartas fabuladas. A metodologia envolveu reflexões fundamentadas em autorias como Donna Haraway e Ailton Krenak, articulando saberes científicos, culturais e ancestrais na produção de cartas fabuladas que dessem vazão a anseios, desejos, sonhos e perspectivas para uma educação/formação em ciências e biologia que aconteça sensível à multiplicidade de seres e saberes, criativa e propositiva perante as questões contemporâneas. Aponta-se a necessidade de práticas formativas que resistam às lógicas produtivistas e coloniais, propondo uma educação anticolonial, ética e engajada, capaz de fomentar formas de pertencimento e cuidado com uma Terra/terra viva e ferida.
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