Educações Possíveis no Antropoceno-Plantationoceno-Capitaloceno
cartas fabuladas para criar e resistir na licenciatura em Ciências Biológicas
DOI:
https://doi.org/10.51359/2595-7597.2026.271341Parole chiave:
ambiente e educação, Antropoceno, formação docente, cartas, fabulaçãoAbstract
Este artigo tem como objetivo investigar como as relações entre seres humanos e não humanos são impactadas pelo capitalismo e pelas formas de exploração que caracterizam o Antropoceno-Plantationoceno-Capitaloceno. Busca-se compreender de maneira ampla como esses sistemas moldam a visão mercantil da Terra/terra, promovendo a alienação humana diante da vida e da diversidade. A partir das vivências de dois estudantes e um professor no curso de licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Campus Pontal, inspirados nas atividades desenvolvidas no componente curricular obrigatório Biologia e Cultura e na atuação do projeto de extensão Coletivo Goiabal Vivo, experimentou-se a criação de cartas fabuladas. A metodologia envolveu reflexões fundamentadas em autorias como Donna Haraway e Ailton Krenak, articulando saberes científicos, culturais e ancestrais na produção de cartas fabuladas que dessem vazão a anseios, desejos, sonhos e perspectivas para uma educação/formação em ciências e biologia que aconteça sensível à multiplicidade de seres e saberes, criativa e propositiva perante as questões contemporâneas. Aponta-se a necessidade de práticas formativas que resistam às lógicas produtivistas e coloniais, propondo uma educação anticolonial, ética e engajada, capaz de fomentar formas de pertencimento e cuidado com uma Terra/terra viva e ferida.
Riferimenti bibliografici
BARBOSA, Túlio. Manual de Teoria Anticolonial. Uberlândia, Vol. I, 2023.
CUSTÓDIO, Karen Daniela; QUEIROZ, Victória; SALES, Tiago. Questionar o racismo ambiental entre ruínas e(m) paisagens mais que humanas no Parque Goiabal. Cadernos de Campo, São Paulo, Brasil, v. 34, n. 1, p. e231548, 2025. DOI: 10.11606/issn.2316-9133.v34i1pe231548. Disponível em: https://revistas.usp.br/cadernosdecampo/article/view/231548. Acesso em: 20 mar. 2026.
DA ROCHA, Abimael Carvalho. Natureza e naturalização sob a forma mercadoria: o Parque TIZO na situação metropolitana de São Paulo. Editora Dialética, 2023.
SANTOS, Antônio Bispo dos. Colonização, quilombos: modos e significações. Instituto Nacional de Ciéncia e Tecnologia, 2019.
BATTISTELLI, Bruna; OLIVEIRA, Érika. Cartas: um exercício de cumplicidade subversiva para a escrita acadêmica. Currículo Sem Fronteiras, v. 21, n. 2, p. 679-701, 2021.
FREYESLEBEN, Alice. Os tempos do Antropoceno: reflexões sobre limites, intensidade e duração. História (São Paulo), v. 42, p. e2023038, 2023.
GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Os (des) caminhos do meio ambiente. São Paulo: Contexto, v. 5, 1989.
HARAWAY, Donna Jeanne et al. Anthropologists Are Talking – About the Anthropocene. Ethnos, Abingdon-on-Thames, v. 81, n. 3, p. 535-564, 2016.
HARAWAY, Donna. Ficar com o problema: fazer parentes no Chthuluceno. São Paulo: n-1 edições, 2023.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. Editora Companhia das letras, 2019.
RANNIERY, Thiago; SALES, Tiago Amaral; SANTOS, Sandro Prado; SAMPAIO, Shaula Maíra Vicentini de. ENSINO DE BIOLOGIA DIANTE DO ANTROPOCENO: FABULANDO RESPOSTAS, EXPERIMENTANDO CAMINHOS. Revista de Ensino de Biologia da SBEnBio, [S. l.], v. 18, n. nesp.1, p. 1–6, 2025. DOI: 10.46667/renbio.v18inesp.1.2223. Disponível em: https://renbio.org.br/index.php/sbenbio/article/view/2223. Acesso em: 20 mar. 2026.
RIGUE, Fernanda Monteiro; SALES, Tiago Amaral Cartas-conselhos para um devir-educador/a. Perspectivas em Diálogo: Revista de Educação e Sociedade, v. 10, n. 24, p. 294-310, 16 nov. 2023.
SALES, Tiago Amaral. Quando o Cartógrafo vai a Campo: travessias e poéticas de um jovem professor. Revista Teias, Rio de Janeiro, v. 71, n. 23, p. 24-41, nov. 2022. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revista-teias/article/view/70186/43952. Acesso em: 6 dez. 2022.
SALES, Tiago Amaral; QUEIROZ, Victória dos Santos; MARQUES, Karen Evangelista; CUSTÓDIO, Karen Daniela de Sousa; SANTOS, Mike Nascimento dos; ROCHA, Lucas Matheus da. Goiabal em chamas: ardentes memórias e criações para renascer com as cinzas. Revista Estado da Arte, Uberlândia, v. 6, n. 1, 2025. DOI: 10.14393/EdA-v6-n1-2025-76183. Disponível em: https://seer.ufu.br/index.php/revistaestadodaarte/article/view/76183. Acesso em: 31 out. 2025.
SALES, Tiago Amaral. A formação docente como obra de arte: criações, poéticas e experimentações na licenciatura em Ciências Biológicas. Revista Digital do LAV, Santa Maria, v. 17, n. 1, p. e31/1–31, 2024. DOI: 10.5902/1983734888089. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/88089. Acesso em: 10 set. 2025.
SALES, Tiago Amaral; RIGUE, Fernanda Monteiro; DALMASO, Alice Copetti. Modos de Habitar o Mundo: uma educação em ciências com/em meio à/pela vida. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 48, 2023. https://doi.org/10.1590/2175-6236124171vs01.
SALES, Tiago Amaral; RIGUE, Fernanda Monteiro; GERETI, Laís; GARCIA, Breno Filo; PEÇANHA, Nathália; VILELA, Ana Laura; WEGNER, Roger; MASCENA, Hanniel de; FERREIRA, Millian. Experimentações para habitAR o mundo com as ciências: lampejos coletivos. Leitura: Teoria & Prática, v. 43, n. 93, 2025.
SANTOS, Mike Nascimento. Educar com Gaia: Aprender e entrar em relação com uma Terra/terra viva e ferida em tempos de desastres. 2025, 40fl. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Ciências Biológicas) – Universidade Federal de Uberlândia, Ituiutaba, 2025.
SANTOS, Mike Nascimento dos; SALES, Tiago Amaral. Educar com Gaia: aprender e entrar em relação com uma Terra/terra viva e ferida e tempos de desastres. Oikos: Política Social em Debate, v. 37, n. 1, p.01-30, 2026.
Downloads
Pubblicato
Fascicolo
Sezione
Licenza
Copyright (c) 2026 Mike Nascimento dos Santos, Karen Daniela de Sousa Custódio, Tiago Amaral Sales

TQuesto lavoro è fornito con la licenza Creative Commons Attribuzione 4.0 Internazionale.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
d. Os conteúdos da Revista Vivências em Ensino de Ciências estão licenciados com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). Você tem o direito de: Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial; Adaptar — remixar, transformar, e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial. De acordo com os termos seguintes: Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado , prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso; Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.