TERREIROS DE CANDOMBLÉ, METODOLOGIAS E APRENDIZAGENS: processos de formação de “sementes de verdade
DOI :
https://doi.org/10.51359/2595-7597.2023.263085Résumé
O artigo aborda a influência do imperialismo europeu na construção de modelos sociais e educacionais, especialmente em relação à racialização dos povos dominados. Destaca-se a hegemonia europeia na estruturação da sociedade mundial e a consequente imposição de padrões culturais e sociais sobre outros povos. Em resposta a essa hegemonia, surge a pedagogia decolonial como uma abordagem crítica e transformadora na educação, buscando desconstruir modelos coloniais e promover uma educação mais inclusiva e antirracista. A implementação da Lei 10.639/03 no Brasil, que inclui o ensino da história e da cultura afro-brasileiras no currículo escolar, é destacada como um passo importante na promoção da diversidade e combate ao racismo nas escolas. O artigo também descreve as atividades desenvolvidas em uma disciplina acadêmica que busca fomentar a aplicação dessa lei em escolas locais, especialmente no contexto do espaço Afoxé Omô Nilê Ogunjá, em Recife. Por meio de diversas atividades, como discussões teóricas, visitas a museus e teatros, oficinas culturais e intervenções em escolas, os participantes da disciplina exploram questões raciais e desenvolvem projetos para promover uma educação antirracista. Além disso, o uso de tecnologias, como o WhatsApp e o Google, é discutido sob uma perspectiva decolonial, destacando a importância de considerar as limitações e imposições dessas ferramentas na promoção da diversidade e inclusão. Em suma, o artigo demonstra a importância de abordagens pedagógicas decoloniais na promoção da diversidade e combate ao racismo na educação, bem como destaca a necessidade de ações concretas para implementar políticas de inclusão racial nas escolas.
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