Adjetivo: da classificação normativa à modificação argumentativa

Andréia Inês Hanel Cerezoli, Tânia Maris Azevedo

Resumo


O ensino de gramática no Brasil ocupa um lugar de destaque no ensino de línguas, cuja ênfase ainda reside na classificação e na correção linguística, revela-se pouco significativo para que o usuário de língua atenda às demandas que a sociedade lhe coloca. Este trabalho apresenta, uma possibilidade  de ensino de gramática sob o viés enunciativo da Semântica Argumentativa e traz como exemplo uma atividade que concebe o uso semântico do adjetivo má (em má o suficiente) como um modificador argumentativo. A pesquisa está fundamentada em pesquisadores como Weedwood (2002) para compreender o percurso dos estudos gramaticais; Flores e Teixeira, para delinear um  estudo enunciativo; e Ducrot (1998) para fundamentar o uso do adjetivo como um modificador argumentativo. Os resultados permitem reafirmar que é somente no discurso que o sentido efetivamente se constitui; a descrição semântica do adjetivo fundamentada na perspectiva enunciativa não faz referência apenas ao seu papel junto ao substantivo mas estende-se ao discurso em sua totalidade de sentido, revelando grande potencial argumentativo. O adjetivo, ao ser atualizado pelo locutor, atualiza também uma escala gradual, tornando o enunciado que o contém um argumento mais forte em relação àquele que não conta com o uso do adjetivo.

Palavras-chave


Gramática normativa; Tradição gramatical; Adjetivo; Semântica Argumentativa; Sentido.

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DOI: https://doi.org/10.19134/eutomia-v1i23p225-244



 

Qualis (CAPES): B1 (Quadriênio 2013-2016)

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