Língua e brasilidade no pensamento linguístico dos anos 1940-1960
DOI:
https://doi.org/10.51359/2175-294x.2018.237555Resumo
Neste artigo, discorremos sobre a relação entre língua e brasilidade nos discursos de “linguistas” dos anos 1940-1960, em consonância com um cenário político fortemente marcado pelos ideais nacionalistas. Identificamos três orientações discursivas: defesa da unificação linguístico-cultural entre Brasil e Portugal; defesa linguística de uma diferenciação linguística entre Brasil e Portugal; defesa político-discursiva de uma brasilidade linguística. Averiguamos os argumentos utilizados, buscando compreender as relações de poder subjacentes a eles.Referências
ALIM, Samy; RICKFORD, John; BALL, Arnetha (Orgs.). Raciolinguistics: How Language Shapes Our Ideas About Race. Oxford: Oxford University Press, 2016.
BRASIL. IBGE - Conselho Nacional de Estatística. Censo demográfico. Rio de Janeiro: 1956. (Série Nacional, volume I)
BUENO, Francisco da Silveira. A formação histórica da língua portuguesa. 2ª ed. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, 1958.
CASTILHO, Ataliba. Estudos lingüísticos no Brasil: Notas para sua história, 1962, p. 135-143. Disponível em: <https://periodicos.fclar.unesp.br/alfa/article/viewFile/3198/2925>. Acesso em: 24 jul. 2018.
CASTRO, Yeda Pessoa de. Marcas de africania no português do Brasil: o legado negroafricano nas Américas. Interdisciplinar, ano XI, v. 24, 2016, p. 11 – 24.
______. Marcas de africania no português brasileiro. Africanias,
Salvador, v. 1, 2011, p. 1-7. Disponível em: <http://www.africaniasc.uneb.br/pdfs/n_1_2011/ac_01_castro.pdf>. Acesso em: 24 jul. 2018.
CUNHA, Celso. Uma política do idioma. Rio de Janeiro: Tempo brasileiro, 1965.
ELIA, Sílvio. A unidade linguística do Brasil: condicionamentos geoeconômicos. Rio de Janeiro: Padrão, 1979.
______. Ensaios de filologia. Rio de Janeiro: Acadêmica, 1963.
______. Teremos um novo ocidente? In: PINTO, Edith Pimentel. O português do Brasil: textos críticos e teóricos, 2: 1920/1945: fontes para a teoria e a história. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981 [1940].
ELTERMANN, Ana Cláudia Fabre. O lugar das línguas africanas nos discursos sobre a brasilidade linguística. 2018. 175 f. Dissertação (Mestrado) – Curso de Linguística, Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.
FOUCAULT, Michel. O que é um autor? Tradução de Antônio Fernando Caiscais e Eduardo Cordeiro. Rio de Janeiro: Passagens, 1992.
______. Microfísica do Poder (org. Roberto Machado). 4. ed. Rio De Janeiro: Graal, 1999.
FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 48a ed. São Paulo: Global, 1933/2003.
NEIVA, Artur. À guisa de prefácio. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre: Companhia Editora Nacional, 1940. Disponível em: <http://www.brasiliana.com.br/obras/estudos-da-lingua-nacional/preambulo/11/texto>. Acesso em: 25 jul. 2018.
ROMERO, Sílvio. História da literatura brasileira. 1888. Disponível em: <http://www.santoandre.sp.gov.br/pesquisa/ebooks/344495.pdf>. Acesso em: 20 jul. 2018.
SANCHES, Edgard. Língua brasileira: introdução. In: PINTO, Edith Pimentel. O português do Brasil: textos críticos e teóricos, 2: 1920/1945: fontes para a teoria e a história. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981 [1940].
______. Língua Brasileira [Introdução]. Entremeios: revista de estudos do discurso. v.11, 2015 [1949], p. 187-221. Disponível em: <http://www.entremeios.inf.br>. Acesso em: 25 jul. 2018.
SANTOS, Ademir Valdir dos; MUELLER, Helena Isabel. Nacionalismo e cultura escolar no governo Vargas: faces da construção da brasilidade. Cadernos de História da Educação v. 8, n. 2, 2009, p. 261-274.
SEVERO, Cristine Gorski. Uma visão panorâmica das políticas linguísticas no Brasil: construindo diálogos. Revista da Academia Brasileira de Letras, v. 94, 2018, p. 11-22.
______. Políticas Linguísticas e Racismo. In: VII Encuentro Internacional de Investigadores de Políticas Linguísticas, 2015, Córdoba. Actas del VII Encuentro Internacional de Investigadores de Políticas Linguísticas. Córdoba: Facultad de Lenguas, Universidad Nacional de Córdoba, v. 1, 2015, p. 403-409.
______. Língua portuguesa como invenção histórica: brasilidade, africanidade e poder em tela. Working Papers em Linguística (Online), v. 16, 2015a, p. 35-61.
SILVA NETO, Serafim da. Introdução ao estudo da língua portuguesa no Brasil. Rio de Janeiro: MEC, 1977.
______. O dialeto brasileiro (fatores de diferenciação). In: PINTO, Edith Pimentel. O português do Brasil: textos críticos e teóricos, 2: 1920/1945: fontes para a teoria e a história. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; São Paulo: Ed. da Universidade de São Paulo, 1981 [1936].
VELLOSO, Mônica Pimenta. Os intelectuais e a política cultural do Estado Novo. Rio de Janeiro: Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, 1987.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Desde 2013, os autores mantêm os direitos autorais de seus trabalhos e concedem à Revista Investigações o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0). A Revista Investigações permanece com os direitos autorais das obras publicadas até 2012 e concede a licença (CC BY 4.0) a esse conteúdo, a fim de garantir o Acesso Aberto.
A licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0) permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
Qualquer usuário tem direito de:
Compartilhar — copiar e redistribuir o material em qualquer suporte ou formato para qualquer fim, mesmo que comercial.
Adaptar — remixar, transformar e criar a partir do material para qualquer fim, mesmo que comercial.
O licenciante não pode revogar estes direitos desde que você respeite os termos da licença.
De acordo com os termos seguintes:
Atribuição — Você deve dar o crédito apropriado, prover um link para a licença e indicar se mudanças foram feitas. Você deve fazê-lo em qualquer circunstância razoável, mas de nenhuma maneira que sugira que o licenciante apoia você ou o seu uso.
Sem restrições adicionais — Você não pode aplicar termos jurídicos ou medidas de caráter tecnológico que restrinjam legalmente outros de fazerem algo que a licença permita.