ETNOMATEMÁTICA E EDUCAÇÃO DO CAMPO: e agora, José?

Juliano Espezim Soares Faria

Resumo


Neste artigo, baseado em alguns aspectos das teorizações foucaultianas que podem ser vinculadas à Etnomatemática, apresento uma experiência pedagógica de um professor fictício, José, com objetivo de mostrar como sua sujeição ao discurso matemático pôde operar para reforçar a legitimidade da matemática acadêmica em detrimento da cubagem da terra, estratégia que pequenos agricultores utilizam para medir a terra. Com o estudo sobre esta operação, espero contribuir para o pensamento da constituição do sujeito professor, seja ao exemplificar como um saber pode ser sujeitado, seja ao considerar a cubagem da terra como uma possibilidade de insurreição deste saber, forma de luta contra uma verdade onipresente veiculada pelo conhecimento científico.


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DOI: https://doi.org/10.36397/emteia.v4i3.2222

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ISSN 2177-9309

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