A sabotagem como arte (arteira) para uma docência não-fascista

Claudia Glavam Duarte, Mari Teresinha Panni

Resumo


O presente artigo tem por objetivo problematizar a docência de dois professores de uma escola do campo que trabalham com classes multisseriadas. Sabemos que a organização multisseriada escapa do que é estipulado como norma, assim, o modelo seriado age sobre a conduta dos professores dentro da maquinaria educacional impondo normas para as salas de aulas. No entanto, o docente da multisseriada desestabiliza o dispositivo seriado, emergindo dessa forma, um pensamento/ação que faz fissuras a fim de libertar-se ou, quem sabe, ao menos, minimizar a ação das “categorias do Negativo” propostos por Foucault, resultando dessa forma, em uma docência-sabot. Nas práticas de sabotagem surge uma “arte-arteira”, uma docência que permite o devir, que potencializa as relações que permeiam o espaço multisseriado e onde são produzidas forças, que vão de encontro com o que é estabelecido pela maquinaria escolar. Para fazer este estudo, utilizamos ferramentas foucaultianas e deleuzianas para entender como os saberes/fazeres dos docentes se configuram nesse espaço e como é potencializada a falta de formação específica para os professores que atuam em classes multisseriadas.


Palavras-chave


Multisseriação, sabotagem, docência, arte-arteira.

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DOI: https://doi.org/10.36397/emteia.v9i2.237599

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