Pensar a partir da língua a propósito do paradigma da "tradição velada'
Palavras-chave:
UFPE, Estudos Universitários, Revista de cultura, Francisco José Martín,Resumo
Pensa-se a partir da língua, efetivamente. Ou, o que é o mesmo: somente a partir do pensar que se executa com consciência da própria língua se pode chegar a um pensamento autêntico. O que, adentrando a questão, é como dizer que quem não o faz, quem não pensa a partir da plena consciência da própria língua, se situa no caminho da impostura. A subalternidade se declina de muitas maneiras, e essa que acabo de apontar constitui um de seus casos mais antigos. A língua pensa e nos pensa, e nós podemos fazê-lo enquanto habitantes dela, podemos pensar só e exclusivamente a partir dela, a partir da língua, com ou contra ela, mas sempre através dela, sempre a partir da fiel correspondência que deriva da “forma interna” da língua.
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