Estímulos e barreiras à inovação nos Institutos Federais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/1679-1827.2022.243018

Palavras-chave:

Inovação, Gestão, Instituições educacionais

Resumo

Objetivo: Inerente a todo indivíduo e ambiente, inovação é a introdução de algo no-vo ou significativamente melhorado em uma organização. Este estudo objetivou identificar os fatores existentes nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecno-logia que promovem e dificultam a inovação, segundo a percepção dos seus servi-dores.

Método/ abordagem: Com uma metodologia descritiva-qualitativa em formato de estudo de caso, a investigação ocorreu através de levantamento bibliográfico e pes-quisa de opinião. O questionário foi encaminhado por e-mail a 6.117 servidores dos Institutos Federais do Brasil, dos quais, 676 responderam. A análise dos resultados foi subsidiada pela técnica de análise de conteúdo.

Contribuições teóricas/práticas/sociais: Os servidores apontaram para existência de barreiras organizacionais, como falta de apoio, insuficiência de recursos, burocracia, falta de treinamento e reduzida comunicação e barreiras individuais referentes a tempo, resistência e comodismo.

Originalidade/relevância: As instituições carecem de uma política de inovação insti-tucional formalizada, sugerindo que, para a inovação acontecer de forma satisfatória, a inovação precisa de estratégia institucional para a introdução e condução do pro-cesso.

Biografia do Autor

Karine Andrade Fonseca, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG), Diretoria de Desenvolvimento Institucional Montes Claros, MG, Brasil.

Mestre em Educação pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM (2019). Bacharel em Administração pelo Instituto Federal do Norte de Minas Gerais Campus Januária (2014). Atualmente exerce o cargo de Administradora na Reitoria do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG, Diretoria de Desenvolvimento Institucional Montes Claros, MG, Brasil.

Geruza de Fátima Tomé Sabino, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

Doutora em sociologia pela Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara - Unesp (2008), Mestre em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia e Ciências de Marília - Unesp (2003) e graduada em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Contábeis e de Administração de Marília - FEESR (1998). Atualmente é Professora Associada do Departamento de Computação, no curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM

Referências

Alencar, E. M. L. S. (1996). Criatividade para inovar. (2ª ed.). UNB.

Amabile, T. M. (1996). Creativity in con-text. Westview press.

Barbosa, R. (2013). Projeto Geo-Escola: Geociências para uma escola inovado-ra. [Tese de Doutorado, Univer-sidade Estadual de Campinas]. http://repositorio.unicamp.br/Acervo/Detalhe/920387

Bardin, L. (2016). Análise do conteúdo. Tradução de Luís Antero Reto e Augusto Pinheiro. Edições 70.

Brandão, S. M., & Bruno-Faria, M. de F. (2017). Barreiras à inovação em ges-tão em organizações públicas do go-verno federal brasileiro: análise da percepção de dirigentes. In: Inovação no setor público: teoria, tendên-cias e casos no Brasil. Enap. Re-cuperado de https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/8795

Bruno-faria, M. de F., & Alencar, E. M. L. S. (1996). Estímulos e barreiras à criatividade no ambiente de trabalho. Recuperado de https://repositorio.ucb.br:9443/jspui/handle/123456789/7805

Carbonell, J. (2002). A aventura de ino-var: a mudança na escola. Tradução de Fátima Murad. Artmed.

Carvalho, H. G. de, Cavalcante, M. B., & Reis, D. R. dos. (2011) Gestão da Inovação. Aymara. http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2057

Cavalcante, P. (2019) Inovação e Políticas Públicas: superando o mito da ideia. In: III ENEPCP - Encontro Nacio-nal de Ensino e Pesquisa do Campo de Públicas – Democracia no século XXI e os desafios para a gestão pública. Ipea. http://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/9330

Dagnino, R. (2009). A Relação Universi-dade-Empresa no Brasil e o "Argu-mento da Hélice Tripla". Revista Brasileira De Inovação, 2(2), 267–307. https://doi.org/10.20396/rbi.v2i2.8648874

Dagnino, R., Brandão, F. C., & Novaes, H. T. (2004). Sobre o Marco Analíti-co-conceitual da Tecnologia Social. In: Tecnologia Social: uma estra-tégia para o desenvolvimento. Fundação Banco do Brasil. Recu-perado de http://www.mom.arq.ufmg.br/mom/18_ref_capes/arquivos/arquivo_110.pdf

Davila, T., Epstein, M. J. & Shelton, R. (2007). As regras da inovação: como gerenciar, medir e lucrar. Bookman.

Donofrio, N., Milbergs, E., & Vonortas, N. (2004). Innovation Metrics: measurement to insight, Center for Accelerating Innovation and George Washington University, National In-novation Initiative 21st Century Working Group. Recuperado de http://www.innovationmanagement.se/wp-content/uploads/pdf/Innovation-Metrics-NII.pdf>

Dowbor, L. (2006). Inovação social e sus-tentabilidade. Recuperado de https://dowbor.org/wp-content/uploads/2014/05/14urbe-2658.pdf

Drucker, P. F. (2003) Inovação e espírito empreendedor: prática e princípios. Pioneira Thompson.

Filho, L. S., Tahim, E. F., Serafim, V. M., & de Moraes, C. B. (2017). From Invention To Innovation—Challenges And Opportunities: A multiple case study of independent inventors in Brazil and Peru. INMR - Innovation & Management Re-view, 14(3), 180-187. Recuperado de https://www.revistas.usp.br/rai/article/view/116056

Garcia, F. J. (2008). Um estudo sobre as formas de inovação e os critérios de avaliação dos prêmios de inovação. [Dissertação de Mestrado, Uni-versidade de Caxias do Sul. Ca-xias do Sul]. https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstre-am/handle/11338/323/Dissertacao%20Fernando%20J%20Garcia.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Gil, A. C. (2008). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. (6ª ed.). Atlas.

Hobbs, P. B., & Kupperschmidt, B. (2015). Creating a culture of innova-tion. The Oklahoma Nurse, 60(3), 17. Recuperado de http://go.galegroup.com/ps/i.do? p=AONE&sw=w&u=capes&v=2.1&id=GALE%7CA463514599&it=r&asid=d580bfb76f67c08357f7867ed43ec1cc>

Imai, M. (2005). A estratégia para o suces-so competitivo. (6ª Ed). Instituto Iman.

Libâneo, J. C. (2005). Organização e ges-tão da escola. Teoria e Prática. Alter-nativa.

Lück, H. (2011). Gestão educacional: uma questão pragmática. (8ª Ed). Vozes.

Marconi, M. de A., & Lakatos, E. M. (2006). Fundamentos de Metodologia Científica. (6ª Ed). Atlas.

Nogueira, D. X. P., et al. (2018). Gestão e Inovação nas instituições de educação superior do Distrito Federal: o olhar dos dirigentes. Anpae. Recuperado de http://www.anpae.org.br/congressos_antigos/simposio2007/104.pdf

Nóvoa, A. (1992). As organizações es-colares em análise. (2ª Ed). Dom Quixote.

OCDE. (2005). Diretrizes para coleta e interpretação de dados sobre inovação tecnológica. (3ª ed.). FINEP. Recu-perado de http://www.finep.gov.br/images/a-fi-nep/biblioteca/manual_de_oslo.pdf

Parolin, S. R. H. (2001). A perspectiva dos líderes diante da gestão da criativida-de em empresas da região metropoli-tana de Curitiba-PR. [Dissertação de Mestrado, Universidade Fede-ral do Rio Grande do Sul]. http://hdl.handle.net/10183/2136

Scherer, F. O., & Carlomagno, M. S. (2009). Gestão da Inovação na práti-ca: como aplicar conceitos e ferramen-tas para alavancar a inovação. Atlas.

Schumpeter, J. A. (1997). Teoria do de-senvolvimento econômico: uma inves-tigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. Nova Cul-tura Ltda.

Tidd, J., Bessant, J., & Pavitt, K. (2008). Gestão da Inovação. Bookman.

Tigre, P. B. (2006). Gestão da Inovação: a economia da Tecnologia no Brasil. Elsevier. Recuperado de https://adm2016sjcampos.files.wordpress.com/2017/03/gestao-da-inovacao-paulo-tigre.pdf

Vergara, S. C. (2012). Métodos de pesqui-sa em administração. (5ª Ed). Atlas.

Yin, R. K. (2010). Estudo de caso: plane-jamento e métodos. (4ª Ed). Book-man.

Zanelli, J. C., Borges-Andrade, J. E., & Bastos, A. V. B. (2004). Psicologia, organizações e trabalho no Brasil. Ar-tmed. Recuperado de https://www.researchgate.net/publica-tion/215619696_Psicologia_Organizacoes_e_Trabalho_no_Brasil

Downloads

Publicado

2022-12-30

Edição

Seção

Inovação, Tecnologia e Empreendedorismo