Máscara, profanação e trabalho indignificante: a fotografia como subjetivação dos engraxates de La Paz

Autores

  • Caio Santos UFMG
  • Angela Cristina Salgueiro Marques UFMG

DOI:

https://doi.org/10.34176/icone.v16i2.237985

Palavras-chave:

Engraxates de La Paz, Máscara, Fotografia, Profanação, Subjetivação.

Resumo

O objetivo deste texto é elaborar uma análise das imagens de capa do jornal Hormigón Armado, parcialmente produzido e escrito por jovens engraxates de La Paz, Bolívia. Os lustrabotas, como são conhecidos pelos locais, são trabalhadores de rua caracterizados por usarem máscaras durante suas jornadas de trabalho, escondendo suas faces e construindo um anonimato coletivo. Considerando as vulnerabilidades que marcam as experiências desses jovens, podemos identificar o trabalho de engraxate não só como considerado indignificante, como também definidor de modos de vida que não importam. Como resposta a essa estratificação social, a máscara denuncia a discriminação sofrida e oferece proteção à identidade pessoal de cada lustrabota. No entanto, esse gesto também proporciona um isolamento desses sujeitos em relação à própria cidade. Em suas fotografias, podemos identificar uma profanação desse dispositivo (AGAMBEN, 2007), o que pode levar a um processo de subjetivação política (RANCIÈRE, 1996). 

Biografia do Autor

Caio Santos, UFMG

Graduado em Comunicação Social pela UFMG.

Angela Cristina Salgueiro Marques, UFMG

Doutora em Comunicação Social pela UFMG e pós-doutora em Ciências da Comunicação pela Université Stendhal, Grenoble III, França.

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Publicado

2018-11-16

Como Citar

Santos, C., & Salgueiro Marques, A. C. (2018). Máscara, profanação e trabalho indignificante: a fotografia como subjetivação dos engraxates de La Paz. Revista Ícone, 16(2), 255–272. https://doi.org/10.34176/icone.v16i2.237985

Edição

Seção

Artigos Livres