A solidão da luz (o objeto-livro e as estratégias de sentido no século XXI)
DOI:
https://doi.org/10.34176/icone.v17i3.239604Palavras-chave:
Livro, Literatura Fantástica, Estratégias de Sentido, Formas NarrativasResumo
Em termos conceituais, o livro apresenta um curioso paradoxo: como ideia, noção, conceito, sua manifestação acontece simultaneamente a partir de seu uso (a maneira como absorvemos seu conteúdo), de seu conteúdo em si (aquilo que poderíamos denominar de plano semântico) e de sua forma, seu exterior, a maneira como ele se apresenta ao seu potencial usuário. Ou seja, o livro se manifesta através de uma interação tripartida entre operacionalidade, conteúdo e forma. Algumas tendências editoriais, como o movimento Private Press surgido na Inglaterra no século XIX, trabalharam a questão formal de maneira mais intensa, buscando transformar o livro em um objeto de arte e descobrindo novas possibilidades do encadeamento conceitual entre a maneira como recebemos o livro e percebemos seu conteúdo. Um desses movimentos despontou, de forma subterrânea (mas já perceptível) na Europa, aglutinando novos autores na busca de um Livro como objeto único, concreto, na era da desintegração virtual.
Referências
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