Retomada da educação escolar: Um estudo sobre educação, território e poder na experiência Pankará

Autores

  • Caroline Farias Leal Mendonça Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.33052/inter.v5i9.243605

Palavras-chave:

Selecionado:Escola Indígena, Escola Indígena, Retomada, Pankará, Tiririca dos Crioulos

Resumo

O povo Pankará da Serra do Arapuá, localizada no Sertão de Pernambuco, deflagra um movimento chamado “Retomada da Educação” no ano de 2004. Desde então, a escola é apropriada como uma importante estratégia pedagógica para a formação, politização, mobilização e organização do povo face a antagonistas históricos. O artigo tem como objetivo refletir como a categoria política “retomada” é apropriada pelos Pankará na luta pela educação escolar e quais sentidos atribuem a ela. O texto inicia com um breve histórico da formação social na Serra do Arapuá e da resistência dos Pankará. Em seguida traz a descrição etnográfica da Retomada da Educação como um projeto que articula Território e Poder. Por fim, o texto analisa o Projeto Político Pedagógico que nasce das experiências comunitárias dos indígenas com seus parentes do quilombo-indígena Tiririca dos Crioulos, evidenciando os modos de fazer, conteúdos e intencionalidades presentes neste projeto específico de escola.

Biografia do Autor

Caroline Farias Leal Mendonça, Universidade Federal de Pernambuco

Doutora em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Professora Adjunta da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab-CE), Instituto de Humanidades, Curso de Antropologia. Coordenadora o Grupo de Estudos com Povos Indígenas.

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Publicado

2019-12-09

Edição

Seção

Artigos em fluxo contínuo