Como educar sem contribuir para um novo Auschwitz?
DOI:
https://doi.org/10.33052/inter.v6i10.244892Palavras-chave:
Educação, Emancipação, políticas públicas, AuschwitzResumo
O artigo apresenta um ensaio analítico sobre o que poderia ser feito, em termos de ações educacionais, no sentido de se evitar um novo fracasso civilizatório, como o ocorrido em Auschwitz. Busca aprender do paradoxo vivenciado no Terceiro Reich: uma sociedade alemã, tão bem-educada e culta, ter descambado para a barbárie. Para tanto, teve como linha central a preocupação de Adorno sobre esse paradoxo, dialogando com autores como: Gramsci, Le Goff, Freire e Fanon. Refletiu-se acerca dos vários aspectos que envolveram Auschwitz, e de que maneira uma formação humana integral, poderia contribuir para evitar uma nova barbárie. Analisamos orientações presentes nas DCNs para o Ensino Médio, e para a Educação em Direitos Humanos; nos Cadernos de Formação de Professores do Ensino Médio; abordando a politecnia ou omnilateralidade de Gramsci. Concluiu-se constatando o quanto as circunstâncias de Auschwitz ainda têm a nos ensinar, assim como, o quanto o tema é atual; e que algo pode ser feito na educação, no sentido de se buscar evitar um novo Holocausto.
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