Gênero e sexualidade: (Ou) Posições sobre a educação sexual

Autores

  • Gabriel Dvoskin Universidad de Buenos Aires (UBA)
  • Anelise Gregis Estivalet Universidade do Vale do Rio dos Sinos

DOI:

https://doi.org/10.33052/inter.v6i10.244893

Palavras-chave:

Gênero, Sexualidade, Argumentação

Resumo

Nos últimos anos, diferentes países como Brasil e Argentina têm incluído temas relacionados à sexualidade como conteúdo curricular, medida que abriu uma série de debates na agenda pública acerca do papel que deve cumprir a instituição escolar no tratamento de questões relacionadas com a sexualidade e o gênero. Esta problemática regional tem se manifestado de forma eloquente e a polêmica sobre este tema pôs em circulação expressões como “ideologia de gênero”, que marcam uma clara resistência a este tipo de medida. Assim, analisaremos os discursos que têm circulado sobre a educação sexual e focalizaremos nosso interesse, especificamente, nas controvérsias geradas em relação às questões de gênero. A análise dos esquemas argumentativos que apresentam esses discursos nos permitirá, por um lado, analisar as polêmicas surgidas em torno das noções de gênero na educação sexual e, por outro, comparar as regularidades e rupturas que aparecem nos dois países.

Biografia do Autor

Gabriel Dvoskin, Universidad de Buenos Aires (UBA)

Gabriel Dvoskin é doutor em Linguística pela Universidad de Buenos Aires (UBA). Professor Letras (UBA).

 

Anelise Gregis Estivalet, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Anelise Gregis Estivalet Doutora em Ciências Sociais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Mestra em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) Professora da Faculdade de Educação na Universidade de Brasília.

 

Referências

AÇÃO EDUCATIVA. (Orgs.). A ideologia do movimento Escola Sem Partido: 20 autores desmontam o discurso. São Paulo: Ação Educativa, 2016.

ALTHUSSER, Louis. Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado. Lisboa: Editorial Presença-Martins Fontes, 1974.

ANGENOT, Marc. O discurso social e as retóricas da incompreensão. São Carlos: EDUFSCar, 2017.

ARNOUX, Elvira. Análisis del discurso. Modos de abordar materiales de archivo. Buenos Aires: Santiago Arcos, 2006.

BATISTA, Eraldo Leme; ORSO, Paulino José; LUCENA, Carlos (Orgs.). Escola sem partido ou a escola da mordaça e do partido único a serviço do capital. Uberlândia: Navegando Publicações, 2019.

BORTOLINI, Alexandre, et. al. Trabalhando diversidade sexual e de gênero na escola: currículo e prática pedagógica. 1. Ed. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2014.

BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. La reproducción. Elementos para una teoría del sistema de enseñanza. México: Distribuciones Fontamara. 1996.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Presidência da República, 1996.

BRASIL. Lei Maria da Penha. Lei n. 11.340/2006. Coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher. Presidência da República, 2006.

BRASIL. Lei Maria do Feminicídio. Lei n. 13.104/2015. Altera o art. 121 do DecretoLei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, para prever o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio, e o art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, para incluir o feminicídio no rol dos crimes hediondos.

Presidência da República, 2015.

BRASIL. Decreto n. 8.727, de 28 de abril de 2016. Dispõe sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Presidência da República, 2016.

BRASLAVSKY, Cecilia. La discriminación educativa en la Argentina. Buenos Aires: Miño y Dávila, 1994.

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Civilização Brasileira, 2015.

CANDAU, Vera Maria. Multiculturalismo e educação: desafios para a prática

pedagógica. In: MOREIRA, Antônio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. 7. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

CARVALHO, Marília Pinto de. Gênero na sala de aula: a questão do desempenho escolar. In: MOREIRA, Antonio Flávio; CANDAU, Vera Maria (org.). Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. 7. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

DVOSKIN, Gabriel. Metodología cualitativa en el campo del Análisis del Discurso. In: AGUIRRE-AMENDÁRIZ, Elizabeth; Johnson Mardones, Daniel. (Orgs.). Investigación Cualitativa en Latinoamérica. Santiago de Chile: Escaparta Ediciones, 2019.

ESPINOSA, Betty R. Solano; QUEIROZ, Felipe B. Campanuci. Breve análise sobre as

redes da Escola sem Partido. In: FRIGOTTO, Gaudêncio (Org.). Escola “sem” Partido: esfinge que ameaça a educação e a sociedade Brasileira. Rio de Janeiro: LPP/UERJ, 2017.

ESTIVALET, Anelise Gregis. A temática de gênero no contexto educacional brasileiro:

avanços e perspectivas. In: FREITAS, Aline da Silva; JESUS, Ester Zuzo de; RODRIGUES, Isabel Cristina. (Orgs.). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: estudos em virtude dos 20 anos da lei nº 9.394/1996. São Paulo: LTr, 2017.

FAIRCLOUGH, Norman. Discourse and social change. Cambridge: Polity PressBalckwell Publishers, 1992.

FAUR, Eleonor. El desafío de la educación sexual. La Plata: UNIPE, 2012.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e terra, 1994.

GAMBA, Susana; DIZ, Tania. Diccionario de estudios de género y feminismos. Buenos Aires, Biblos, 2009.

GIROUX, Henry. Pedagogía y crítica de la esperanza. Teoría, cultura y enseñanza. Madrid: Amorrortu, 1997.

GIROUX, Henry. Cuando las escuelas se convierten en zonas muertas para la imaginación. Revista de Educación. Año 6, n. 8, 2015.

HALLIDAY, Michael; HASAN, Ruqaiya. Cohesion in English. Londres: Longman, 1976.

HARAWAY, Donna. "Gender" for a marxist dictionary: the sexual politics of a word. Cad. Pagu [online]. 2004, n.22, pp.201-246.

ILLICH, Ivan. La sociedad desescolarizada. Buenos Aires: Godot, 2011.

LOURO. Guacira, Lopes. Currículo, gênero e sexualidade: o “normal”, o “diferente” e o

“excêntrico”. In: V Colóquio sobre Questões Curriculares. 12, 2002, Braga, Portugal. Promovido pela Universidade Federal do Minho, Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2002.

MARTIN, James Robert; WHITE, Peter. The language of evaluation. Appraisal in English. Londres: Palgrave, 2005

MORGADE, G., BAEZ, J., Zattara S. y DÍAZ VILLA, G. Pedagogías, teorías de género y tradiciones en educación sexual. In: Toda educación es sexual. Buenos aires: Ed. La Crujía, 2018.

NICHOLSON, Linda. Interpreting gender. In: Sings: Journal of Women in Culture and Society, vol. 20, n. 1, Chicago, 1994.

ORLANDI, Eni. Educação e sociedade: o discurso pedagógico entre o conhecimento e a informação. ALED, v. 2, p. 68-80, 2016.

RAGO, Margareth. Epistemologia feminista, gênero e história. In: PEDRO, Joana; GROSSI, Miriam (orgs.). Masculino, feminino, plural. Florianópolis: Ed. Mulheres, 1998.

SCOTT, Joan. O Enigma da igualdade. Revista de Estudos Feministas, Florianópolis, v.13, n.1, 2005.

SEFFNER, Fernando. Equívocos e Armadilhas na Articulação entre Diversidade Sexual e Políticas de Inclusão Escolar. In: JUNQUEIRA, Rogério Diniz (org.). Diversidade Sexual na Educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, UNESCO, 2009.

TOSI, Carolina. Los “modos de decir pedagógicos” en los libros de texto. Un análisis polifónico-argumentativo acerca de la especificidad genérica y sus efectos de sentido. Lengua y Habla, 19, p. 126-148, 2015.

VERÓN, Eliseo. La semiosis social. Fragmentos de una teoría de la discursividad. Barcelona: Gedisa, 2007.

VOLOSHINOV, Vasily. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec/Annablume, 2002.

Downloads

Publicado

2020-04-14