Pistas para um estudo do sensível

Eline Gomes de ARAÚJO, Carolina Albuquerque da PAZ, Lorena Albuquerque de MELO

Resumo


RESUMO

Este artigo tem por inspiração escrever sobre os caminhos trilhados pelo laboratório de sensibilidades do curso de medicina, do Núcleo de Ciências da Vida (NCV) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – campus agreste em Caruaru-PE, e sugerir algumas pistas para a formação sensível no campo da saúde, a partir da experiência vivida pelos docentes do laboratório e do curso. Também apresenta de forma breve as discussões que ocorreram durante o primeiro ENSENSI – Encontro Nacional Sobre o Sensível nas Graduações em Saúde, com o tema “a (Re)Existência do Sensível”, organizado por este curso, em 2018. Tem por objetivo problematizar os caminhos, as estratégias políticopedagógicas do laboratório e o desenho pedagógico que ganhou forma. Discute a possível transformação do paradigma da formação em saúde e especialmente a formação médica.

Educação médica. Sensibilidades. Laboratório de sensibilidades. Arte e medicina.



Trails to a study of the sensitive

ABSTRACT

This article is inspired by writing about the paths taken by the laboratory of sensitivities of the medical course of the Life Sciences Nucleus (NCV) of the Federal University of Pernambuco (UFPE) - in Caruaru-PE, and to suggest some clues for sensitive education in the health field in higher education, based on the experience lived by the laboratory and course teachers. It also briefly presents the discussions that took place during the first ENSENSI - National Meeting on the Sensitive in Health Graduations, with the theme “the (Re) Existence of the Sensitive”, organized by this course in 2018. It aims to problematize the paths, the political-pedagogical strategies of the laboratory and the pedagogical design that took shape. It discusses the possible transformation of the health education paradigm and especially medical education.

Medical education. Sensitivities. Sensitivity laboratory. Art and Medicine.

 


Huellas Para un Estudio de lo Sensible

RESUMEN

Este artículo está inspirado para escribir sobre los caminos tomados por el laboratorio de sensibilidad del curso de medicina, en el Centro de Ciencias de la Vida (NCV) de la Universidad Federal de Pernambuco (UFPE), campus en agreste en Caruaru-PE, y para sugerir algunas huellas para la formación sensible en el campo de la salud, basada en la experiencia vivida por los maestros del laboratorio y del curso. También presenta brevemente las discusiones que tuvieron lugar durante la primera ENSENSI - Encuentro Nacional sobre el Sensible en las Graduaciones en Salud, con el tema "la (Re) existencia de lo sensible", organizado por este curso, en 2018. Su objetivo es problematizar los caminos, las estrategias político-pedagógicas del laboratorio y el diseño pedagógico que tomó forma. Discute la posible transformación del paradigma de formación en salud y especialmente la capacitación médica.

Educación Médica. Sensibilidades Laboratorio de sensibilidad. Arte y medicina.

 


Indizi su uno Studio di Sensibilità

SINTESE

Questo articolo si ispira scrivendo sui percorsi intrapresi dal laboratorio di sensibilità del corso medico del Life Sciences Nucleus (NCV) dell'Università Federale del Pernambuco (UFPE) – nel campus di Caruaru-PE, e suggerendo alcuni indizi per formazione sensibile in campo sanitario, basata sull'esperienza vissuta dal laboratorio e dagli insegnanti del corso. Presenta inoltre brevemente le discussioni svoltesi durante il primo ENSENSI - Incontro nazionale sulle graduatorie sensibili in salute, con il tema "La (ri) esistenza del sensibile", organizzato da questo corso nel 2018. Ha lo scopo di problematizzare il percorsi, le strategie politico-pedagogiche del laboratorio e il design pedagogico che ha preso forma. Discute la possibile trasformazione del paradigma dell'educazione sanitaria e in particolare dell'educazione medica.

Educazione medica. Sensibilità. Laboratorio di sensibilità. Arte e medicina.


Texto completo:

PDF

Referências


ARAÚJO, Eline Gomes de. Contato improvisação e AIDS: dança enquanto poder-corpo e saber-poder. Dissertação (mestrado) - Universidade Federal da Bahia, Escola de Dança, Salvador, 2010. 137 f.

ARAÚJO, Eline Gomes de. Princípios de MBC e contato improvisação como recurso pedagógico num curso de medicina: relato de experiência. Anais do V Encontro Científico Nacional de Pesquisadores em Dança. Natal: ANDA, 2017. p. 892-899.

BARROS, Manoel de. Ensaios fotográficos. Rio de Janeiro: Record, 2000.

BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/ CES nº116, de 3 de abril de 2014. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Medicina. Diário Oficial da União. Brasília, 6 de jun, de 2014; Seção 1, p.17.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Ensino Superior. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde. Matriz de correspondência curricular para fins de revalidação de diplomas de médico obtidos no exterior. Brasília, MEC, MS, 2009. 69p.

DAMÁSIO, Antônio. O mistério da consciência. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.

DEWEY, John. Arte como experiência. Tradução Vera Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

DUARTE JÚNIOR, J. F. O sentido dos sentidos: a educação (do) sensível. 2000. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2000.

FERRAZ, Ana Paula do Carmo M., BELHOT, Renato Vairo. Taxonomia de Bloom: revisão teórica e apresentação das adequações do instrumento para definição de objetivos instrucionais. Rev. Gestão & Produção. São Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010

FOUCALT, Michel. História da sexualidade 3. O cuidado de si. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1985.

GERMANY, Heloísa. Laboratório de Sensibilidades: Arte na Formação Médica. Anais do 55 COBEM – Congresso Brasileiro de Educação Médica. Pôster. Porto Alegre: Associação Brasileira de Educação Médica, 2017.

GREINER, Christine. O corpo. Pistas para estudos indisciplinares. São Paulo: Annablume, 2005.

HOUAISS. Dicionário eletrônico da língua portuguesa, Editora Objetiva, versão 3.0.

KATZ, Helena. Um, dois, três. A dança é o pensamento do corpo. 1 ed. Belo Horizonte: Helena Katz, 2005.

KUHN, Thomas. A estrutura das revoluções científicas. 11ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2011.

LOPES, Maria Teresa. Uma proposta da moda como conhecimento para formação do olhar do estudante de medicina no agreste pernambucano. Ensinarmode, Vol. 3, n. 1, p.047 - 058, 2019. ISSN 2594-4630.

LUZ, Madel T. Natural, Racional, Social. Razão médica e racionalidade científica moderna. 3ª ed. São Paulo: Hucitec, 2012.

MERHY, E. E. Um ensaio sobre o médico e suas valises tecnológicas. Interface – comunicação, saúde, educação, vol.6, pp. 109-25, fev. 2000.

MERHY, E. E. Dicionário da educação profissional em saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Escola Politécnica Joaquim Venâncio, 2009.

MERHY, E. E. Vivenciar um campo de formação de profissionais de saúde: dobrando em mim o fazer da Unifesp-Baixada Santista. In: CAPOZZOLO, Angela A., CASETTO, Sidnei J., HENZ, Alexandre O. (Org). Clinica comum: itinerários de uma formação em saúde. São Paulo: Hucitec, 2013.

MORIN, Edgar. Para Além da Globalização e do Desenvolvimento: sociedade mundo ou império mundo? In: CARVALHO, E.A.; MENDONÇA, T. Ensaios de Complexidade 2. Porto Alegre: Sulina, 2003. 312 p.

MUKUNDA, Neha e cols. Visual art instruction in medical education: a narrative review. Medical Education Online. Vol.24, n.1, 2019. DOI: 10.1080/10872981.2018.1558657

OLIVEIRA, Maria Verônica Araújo de Santa Cruz. A educação em saúde para além das palavras, um encontro com o sentir. In: RODRIGUES, L. D.; VASCONCELOS, E. M. (Org.). Novas configurações em movimentos sociais, vozes do Nordeste. João Pessoa: Ed. Universitária, 2000. p. 95-115.

ONO, Yoko. Acorn. Tradução Carolina Caires Coelho. 1ª ed. São Paulo: Editora Bateia, 2014

PESCUMA, Cristina. Pensamento da diferença: potência e acontecimento. In: PASQUALI, Lanussi. A arte contemporânea e o pensamento da diferença. Bahia, 2013. ISBN 978-85-67099-01-9

VASCONCELOS, Eymard Mourão. Educação popular e a atenção à saúde da família. 2ª ed. São Paulo: Hucitec, Sobral: Uva, 2001.

VIEIRA, Jorge de Albuquerque. Teoria do conhecimento e arte. Formas de conhecimento: arte e ciência, uma visão a partir da complexidade. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2006.

UFPE-Universidade Federal de Pernambuco, Centro Acadêmico do Agreste, Núcleo de Ciências da Vida, Curso de Medicina. Projeto Pedagógico do Curso de Medicina. Caruaru, 2014. Mimeo




DOI: https://doi.org/10.33052/inter.v6i10.244917

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Eline Gomes de ARAÚJO, Carolina Albuquerque da PAZ, Lorena Albuquerque de MELO

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição - NãoComercial 4.0 Internacional.