Rupturas com a colonialidade do ser deficiente: por uma pedagogia decolonial anticapacitista nos preceitos de Paulo Freire

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51359/2525-7668.2023.258979

Palavras-chave:

pensamento decolonial, colonialidade do ser deficiente, pedagogia decolonial anticapacitista

Resumo

Apresenta-se um recorte teórico da tese “Narrativas de vida e o pensamento decolonial: na construção da integralidade do Ser Surdo na Amazônia tocantina”. O objetivo geral, neste artigo, foi apresentar a colonialidade do ser deficiente e as rupturas decoloniais, a partir da proposição de uma pedagogia decolonial anticapacitista nos preceitos de Paulo Freire. A metodologia fundamentou-se em uma pesquisa bibliográfica. Com essa produção percebeu-se que os estudos decoloniais precisam teorizar que a modernidade incidiu sobre os corpos, através da normalidade, não somente dos povos do campo, das águas, das florestas, dos quilombos, dos povos originários, de homens e mulheres pretas cis e trans, dos indivíduos pertencentes à comunidade LBGTQIAP+, das mulheres, mas também das Pessoas com Deficiência. Tal ação é necessária e urgente, pois esse coletivo, mesmo em um campo teórico do Sul global, ainda se torna o outro do outro. Assim, ilustra-se a necessidade de se pensar a genealogia de uma pedagogia decolonial anticapacitista nos preceitos freireanos. 


Biografia do Autor

Waldma Maíra Menezes de Oliveira, Universidade Federal do Pará

Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e Cultura da UFPA, campus Cametá.

Ivanilde Apoluceno de Oliveira, Universidade do Estado do Pará

Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação e Coordenadora do Núcleo de Educação Popular Paulo Freire da Universidade do Estado do Pará.

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Publicado

2023-10-09

Edição

Seção

Dossiê Práxis decoloniais como expressões de resistência, luta e transformação