Remendar ou reinventar o mundo, a partir de nós? Paulo Freire nos instiga, nos provoca, nos convoca...

Alder Júlio Ferreira Calado

Resumo


Há cerca de vinte anos, pouco depois da “grande viagem” de Paulo
Freire, ousei ensaiar uns versos, em memória e homenagem deste Tecelão da Utopia. O mote das aludidas estrofes (dez estrofes, em versos decassílabos, com rimas abbaaccddc) era o seguinte: “Paulo Freire vaguei no Universo, atiçando as centelhas da Utopia”2. Com efeito, a vida, a obra e o legado freireanos estiveram - e seguem estando - organicamente vinculados à esperança (não no sentido de aguardar passivamente, mas no sentido freireano de “esperançar”) de um mundo novo, alternativo à barbárie capitalista, que agride e avilta, de mil formas, a Mãe-Terra, inclusive os humanos e toda a comunidade dos viventes. Coisifica o ser humano, impede ou bloqueia o processo de humanização3. Não desumaniza ou avilta apenas suas vítimas – a Terra e a imensa maioria da humanidade, mas também desumaniza seus algozes – alertava Freire -, por a todos reduzir a objetos do lucro, de uma ganância necrófila. Toda a Terra geme em dores de parto, vítima das formas mais atrozes de agressão, de exploração, de esgotamento de bens do Planeta,
ao protagonizar sucessivas e crescentes ameaças aos filhos e filhas da Mãe- Terra. A humanidade clama por uma sociabilidade alternativa a essa barbárie.

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Referências


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