Relações ecossociais e saúde territorial em comunidades indígenas: aprendizagens a partir da Paróquia de Chugchilán, Equador
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.268626Palavras-chave:
injustiças socioespaciais, saúde, relação ecossocial, territórioResumo
As comunidades indígenas de Chugchilán enfrentam uma crise ecossocial impulsionada pela expansão de um modelo agroindustrial baseado no uso indiscriminado de agrotóxicos. Esse modelo tem degradado os ambientes terrestres e aquáticos, vulnerado a saúde das populações e deslocado práticas agrícolas tradicionais que sustentavam uma relação equilibrada com o território. A problemática se insere em um contexto de desigualdades estruturais, exploração e perda de soberania alimentar, reconfigurando as dinâmicas territoriais e ecossociais na região. A saúde das comunidades indígenas está profundamente vinculada às relações ecossociais e às formas de organização social que configuram seus territórios. Este estudo teve por objetivo analisar as expressões da saúde em função das dinâmicas ecossociais presentes na paróquia de Chugchilán, situada na serra central do Equador. Desenvolveu-se uma pesquisa de caráter quantitativo e geoespacial. Os resultados indicam que a saúde é concebida como um processo integral que articula o equilíbrio com a natureza, a coesão comunitária e a transmissão de saberes ancestrais, para além dos enfoques biomédicos institucionais. Evidenciam-se também tensões com as políticas públicas de saúde, que tendem a invisibilizar essas perspectivas, embora se identifiquem oportunidades de articulação intercultural. Conclui-se que reconhecer o papel do território na determinação social da saúde — com a identificação de processos protetores e destruidores que a vulneram — contribui para o desenho de políticas públicas mais inclusivas e sustentáveis.
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