A defesa da memória biocultural dos povos maias de Chiapas
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.268055Palavras-chave:
memória biocultural, povos indígenas, comunidades maias, agroecologia, ChiapasResumo
Este artigo analisa as lutas dos povos maias de Chiapas na defesa de sua memória biocultural, entendida como o conjunto de saberes, práticas e tradições que vinculam a biodiversidade à cultura e são transmitidos entre gerações. O texto destaca a centralidade do conhecimento ecológico tradicional na sustentação da resiliência socioambiental e na resistência frente a modelos extrativistas, como monocultivos, desmatamento e megaprojetos. Por meio de exemplos como o sistema da milpa, os rituais comunitários e o papel da medicina indígena, o artigo mostra como a diversidade biocultural tem sido preservada apesar das pressões da globalização, da agricultura industrial e do despojo territorial. Também examina práticas emergentes de inovação agroecológica, conservação comunitária e autonomia territorial como alternativas que fortalecem a agência indígena e a sustentabilidade. Em última instância, argumenta-se que a defesa do patrimônio biocultural não é apenas uma luta pela sobrevivência indígena, mas também uma contribuição aos debates globais sobre ecologia, diversidade cultural e caminhos alternativos de desenvolvimento.
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