Territórios indígenas e conflitos socioambientais na América Latina pós-covid-19: conflitos socio-territoriais em comunidades nativas da Selva Central do Peru, o caso da comunidade Marankiari
DOI:
https://doi.org/10.51359/2675-3472.2025.268882Palavras-chave:
conflitos sócio-territoriais, comunidade nativa, desenvolvimento sustentável, ecoturismo, resiliência, COVID-19Resumo
O estudo analisa os fatores que contribuíram para a geração de conflitos sócio-territoriais na comunidade de Marankiari, localizada na Selva Central do Peru, por meio de uma pesquisa aplicada de caráter descritivo, utilizando entrevistas em profundidade e histórias de vida que reuniram informações de líderes comunitários, moradores e representantes locais. Os resultados evidenciam que os principais fatores de conflito estão relacionados à invasão de terras, ao tráfico ilegal de terrenos e à ausência de políticas de planejamento adequadas para o desenvolvimento da comunidade. Apesar desses desafios, Marankiari tem implementado estratégias de desenvolvimento sustentável, como o ecoturismo e a agricultura orgânica. Além disso, durante a pandemia de COVID-19, as comunidades recorreram a seus conhecimentos ancestrais de medicina tradicional para enfrentar a crise sanitária. Conclui-se que, embora a comunidade tenha demonstrado notável resiliência e capacidade de adaptação, persistem desafios estruturais que exigem maior apoio institucional e a implementação de políticas inclusivas que garantam a sustentabilidade econômica, social e ambiental de Marankiari. Os resultados podem servir de base para a elaboração de planos de desenvolvimento sustentável ajustados à realidade das comunidades locais, bem como para futuras pesquisas sobre conflitos territoriais em contextos indígenas e a integração da medicina tradicional em sistemas de saúde interculturais. Por fim, o estudo contribui para a melhoria da qualidade de vida das comunidades indígenas sem comprometer sua identidade cultural e sua relação com o território.
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