Change in Biophysical Parameters from the Creation of a Natural Monument in Mato Grosso

Celso Arruda Souza, Victor Hugo Morais Danelichen, Marcelo Sacardi Biudes, Sérgio Wagner Gripp Silveira

Resumo


As unidades de conservação são áreas geograficamente dotadas de atributos ambientais, sendo requerida ou sugerida por meio de estudo, objetivando a preservação e proteção da biodiversidade. Neste sentido as imagens de satélite são grandes ferramentas para monitorar o ecossistema. Diante disso, o objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos sobre o uso e ocupação do solo após a criação da unidade conservação Monumento Natural Morro de Santo Antônio no estado de Mato Grosso. O estudo foi realizado no Monumento Natural Morro de Santo Antônio, distante 15 km da capital do Estado de Mato Grosso, localizado na divisa dos municípios de Cuiabá e Santo Antônio de Leverger no Cerrado Brasileiro. Foram adquiridas, junto ao USGS, imagens dos satélites Landsat 5 e 8, nos anos de 2005 a 2015, com resolução espacial de 30 m. Para o estudo da dinâmica da vegetação foram computados os índices de vegetação e umidade da superfície: NDVI, EVI e NDMI. Os resultados apresentados neste trabalho demonstram que após a criação da MoNa no ano de 2006, comparado a 2015, a classe Cerrado nativo, apresentou aumento de 3,38%, na classe da Vegetação rasteira, aumento de 5,59%, e na classe Mata densa, aumento de 2,21%. Em comparação as demais classes, a classe Vegetação rasteira demonstrou maior predominância. As análises das estimativas de todos os índices foram menores no ano de 2006, enquanto que no ano de 2015, foram maiores.


Palavras-chave


Unidades de Conservação; Índice de Vegetação; Sensores Orbitais

Texto completo:

PDF (English)

Referências


Adami, M.; Freitas, R. M.; Padovani, C. R.; Shimabukuro, Y. E.; Moreira, M. A., 2008. Estudo da dinâmica espaço-temporal do bioma Pantanal por meio de imagens MODIS. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 43, n. 10. Acesso em: 12 de Abril de 2016.

BRASIL. Lei 9.985, de 18 de julho de 2000.

Budke, J. C.; Henke-Oliveira, C.; Silva, B. B.; Ziger, A. A.; Tomazoni, T.; Decian, V.S., 2009. Direct and diffuse radiation as phenological triggers in southern Brazil. In: III Congresso Latino-americano de Ecologia, São Lourenço. CD de resumos. São Paulo: SEB, p. 1-3.

CONAMA. Resolução Nº 28, de 7 de dezembro de 1994.

Dalla Nora, E. L. Santos, J. E., 2010. Análise da Dinâmica Sazonal de duas Formações Florestais do Bioma Mata Atlântica com base em Índices de Vegetação. In Perspectiva, Erechim v.34 (n.125), pp. p. 41-51.

Danelichen, V. H. M., 2015. Balanço de Energia em Unidade de Conservação no Pantanal Mato-grossense por Sensoriamento Remoto. Tese (Doutorado em Física Ambiental). Cuiabá- UFMT.

Durigan, G.; Franco, G.A.D.C.; Siqueira, M.F., 2004. A vegetação dos remanescentes de cerrado no estado de São Paulo. In Viabilidade de conservação dos remanescentes de cerrado no Estado de São Paulo, FAPESP. São Paulo, p.29-56.

EMBRAPA. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, 2006. Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema Brasileiro de Classificação de solos. 2.ed.

Eiten G., 1983, Classificação da vegetação do Brasil. Brasília: CNPq, p. 305.

Ferreira, L. G.; Huete, A., 2005. Assessing the seasonal dynamics of the Brazilian Cerrado vegetation through the use of spectral vegetation indices. International Journal of Remote Sensing, v.25, n.10, p.1837-1860.

Ferreira, M. E.; Ferreira, L. G.; Huete, A. R.; Peccinini, A. A., 2006. Análise comparativa dos produtos MODIS ecologia para o monitoramento biofísico ambiental do bioma cerrado. Revista Brasileira de Geofísica, v. 24, n.2, p.251-260.

Gao, B. C., 1996, Ndwi A Normalized Difference Water Index for Remote Sensing of Vegetation Liquid Water From Space. Remote Sensing of Environment, v. 58, n. 3, p. 257–266. Acesso em: 25 de Jul de 2015.

Goltz, E.; Brandão, D; Tomás, L.; Mantelli, L.R.; Adami, M.; Shimabukuro, Y.E.; Formaggio, A.R., 2007. Utilização de índices espectrais de vegetação do sensor MODIS na determinação de áreas suscetíveis a alagamento no Pantanal Matogrossense. Revista Brasileira de Cartografia, v.50 n.1, p.35-44.

Gurgel, H. C.; Ferreira, N. J., 2003. Estudo da variabilidade do NDVI sobre o Brasil, utilizando-se a análise de agrupamentos. In Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental v.7, n.1, p.85-90.

Huete, A. Et Al., 2002. Overview of the radiometric and biophysical performance of the MODIS vegetation indices. Remote Sensing of Environment, v. 83, p. 195-213.

Huete, A.R.; Liu, H.Q.; Batchily, K.; Van Leeuwen, W., 1997. A comparison of vegetation indices over a global set of TM images for EOS-MODIS. Remote Sensing of Environment, v. 59, n.3.p.440-451.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2007. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos Ambientais. Manual Técnico de Pedologia 2.ed.

Júnior, O. A. C.; Sampaio, C. S.; Silva, N. C.; Júnior, A. F. R.C.; Gomes, O. A. T.; Carvalho, A. P. F.; Shimabukuro, Y. E., 2008. Classificação de Padrões de Savana Usando Assinaturas Temporais NDVI do Sensor MODIS no Parque Nacional Chapada dos Veadeiros. Revista Brasileira de Geofísica, v. 26 n.4, p. 505-517.

Junior, A. F. C.; Souza, V. V.; Junior, O. A. C.; Martins, E. S.; Santana, O. A.; Freitas, L. F., 2010. Integração de Parâmetros Morfométricos e Imagem Aster para a Delimitação das Fitofisionomias da Serra da Canastra, Parque Nacional da Serra Da Canastra, MG. In Revista Brasileira de Geomorfologia v.11.n1.p.57-68.

Liesenberg, V.; Ponzoni, F. J.; Galvão, L. S., 2007. Análise da dinâmica sazonal e separabilidade espectral de algumas fitofisionomias do cerrado com índices de vegetação dos sensores MODIS/TERRA e AQUA. In Rev. Árvore v.31, n.2, p. 295–305. Disponível: http://dx.doi.org/10.1590/S0100-67622007000200012> 3 de Jul de 2016.

Lopes, J. G.; Vialôgo, T. M. L., 2013. Unidades de Conservação no Brasil. In Revista Juris FIB Volume IV. ISSN 2236-4498.

Machado, R. B.; Aguiar, L.M.S.; Castro, A.A.J.F.; Nogueira, C. C.; Neto, M.B.R., 2008 Savanas: desafios e estratégias para o equilíbrio entre sociedade, agronegócio e recursos naturais: Caracterização da Fauna e Flora do Cerrado. Planaltina, Distrito Federal.

Machado, R.B.; Neto, M.B.R.; Pereira, P.G.P.; Caldas, E.F.; Gonçalvez, D.A.; Santos, N.S.; Tabor, K.; Steininger, M., 2004. Estimativas de perda de área de Cerrado brasileiro. Disponivél: http://www.aja.org.br/publications/RelatDesmatamCerrado.pdf, acesso em 19/01/2016.

Masek, J. G. E. F; Vermonte, N. E; Saleous, R; Wolfe, F. G; Hall, K. F; Huemmrich, F; Gao, J K; Lim, T. K., 2006. A Landsat Surface Reflectance Dataset for North America, 1990-2000. IEEE Transactions on Geoscience and Remote Sensing 3: 68–72.doi:10.1109/LGRS.2005.857030.

Nery, C. V. M.; Moreira, A. A.; Fernandes, F. H. S., 2014. Análise do Comportamento Espectral da Floresta Estacional Decidual. In Revista Brasileira de Geografia Física v.07, n.02, p. 417–433.

Pereira, G.; Ferreira, N. J.; Moraes, E. C.; Cardozo, F. S.; Freitas, S. R., 2009. Análise das áreas queimadas e das emissões dos gases do efeito estufa no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro Santa Catarina Geosul, v. 24, n.47.p. 113-130.

Pinheiro, E. S.; Durigan, G., 2009. Dinâmica espaço-temporal (1962-2006) das Fitofisionomias em unidade de conservação do Cerrado no sudeste do Brasil. In Revista Brasil. Bot., v.32, n.3, p.441-454.

Ratana, P.; Huete, A.R.; Ferreira, L.G., 2005 Analysis of Cerrado physiognomies and conversion in the MODIS seasonal – temporal domain.Earth Interactions (LBA Special Issue), v.9, p.1 -22.

Resende, F. C.; Soares, T. B. O.; Santos, P. R.; Pereira, G., 2015. Análise de Índices Espectrais para Estimativa de Áreas de Regeneração Florestal no Parque Nacional Chapada Das Mesas. Revista Territorium Terram, v. 3, n. 5.

Ribeiro, J.F.; Walter, B.M.T. Fitofisionomia Do Bioma Cerrado. In: Sano, S. M.; Almeida, S.P., 1998. Cerrado: ambiente e flora. Planaltina, Distrito Federal.

Rouse, J. W.; Haas, R. H.; Schell, J. A.; Deering, D. W., 1973. Monitoring vegetation systems in the Great Plains with ERTS. In: Proceedings of the Third ERTS Symposium, Washington DC. 309-317.

Sano, E. S.; Rosa, R.; Brito, J. L. S; Ferreira, L. G., 2008. Mapeamento semidetalhado do uso da terra do Bioma Cerrado. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v.43, n.1. p.153-156.

Santos, R.; Micol, L.; Irgang, G. Vasconcellos, J., 2006. O desmatamento nas Unidades de Conservação em Mato Grosso. In Instituto Centro de Vida - ICV 1.

Townsend, C. R.; Begon, M.; Harper, J. L., 2010. Fundamentos em Ecologia. Porto Alegre: Artmed. 3ª ed.

Usgs- U.S. Geological Survey Landsat—Earth Observation 2015 Disponível:http://dx.doi.org/10.3133/fs20153081 ISSN 2327-6932 (online). Acesso em 26 de Jul de 2016.




DOI: https://doi.org/10.26848/rbgf.v11.07.p2427-2435

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

      

Revista Brasileira de Geografia Física - ISSN: 1984-2295

Creative Commons License
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License