Avaliação de corpos de água superficiais ainda preservados na cidade de Manaus: fatores antropogênicos na alteração da qualidade das águas
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v16.5.p2303-2313Palavras-chave:
Palavras-chave, Acará, Matrinxã, Barro BrancoResumo
Manaus é uma cidade entrecortada por diversos corpos de água chamados igarapés (caminho de canoa). Esses corpos de água antes preservados, se encontram hoje sob forte pressão poluidora. Um exemplo disso é o igarapé Matrinxã, situado na bacia hidrográfica do Acará, em Manaus, na área de influência do aterro sanitário da capital do Amazonas. Além deste, vários igarapés já foram estudados no município de Manaus em condições naturais, com baixa influência antrópica, como o igarapé da reserva Sauim Castanheiras, o Barro Branco, a nascente do IFAM zona leste e o igarapé Açu. O objetivo deste estudo foi avaliar a qualidade da água de áreas de floresta primária, com áreas circunvizinhas do aterro de Manaus e verificar possíveis ações de diluição/concentração ao longo do percurso desses corpos de água, sobretudo, do igarapé Matrinxxã. Foram realizadas coletas quinzenais e analisadas variáveis ambientais nos períodos de 201-2015 e 2021-2022. Os resultados obtidos naturais foram comparados com os locais manejados em área urbana, e revelaram que nesses ambientes a qualidades das águas são similares, indicando que é possível o seu restabelecimento. No entanto, os corpos de água localizados próximos ao aterro sanitário apresentaram uma forte alteração ocasionada pela mudança nos valores naturais de pH e condutividade elétrica, com altas taxas de compostos nitrogenados, como nitrato e amônio, que se mostraram limitadores do íon silicato, além de baixos teores de oxigênio dissolvido, comprometendo a cadeia trófica deste igarapé, principalmente no denominado igarapé Matrinxã.
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