Mapeamento das Áreas Potenciais (originais) e Remanescentes de Restinga: uma proposta metodológica para Santa Catarina, Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.1.p260-280

Palavras-chave:

Vegetação litorânea, hidrogeologia, geomorfologia, geodiversidade, camadas geográficas

Resumo

A restinga, formação vegetal pioneira da Floresta Ombrófila Densa, compreende fisionomias herbáceas, arbustivas e arbóreas; ela ocorre em ambientes sob influências flúvio-marinhas do litoral brasileiro. A restinga sofre forte pressão humana devido à especulação imobiliária em Santa Catarina, tanto pela expansão urbana quanto por outros tipos de ocupação. Como há diferenças entre a legislação de supressão de vegetação e ocupação de áreas localizadas na restinga e fora dela, a delimitação de áreas efetivamente sujeitas aos regramentos vigentes (inclusive daquelas com vegetação recentemente suprimida) é relevante para a conservação e ocupação minimamente ordenada e planejada a longo prazo das áreas litorâneas.  O objetivo do estudo é a identificação e validação de indicadores físicos disponíveis em acervos públicos que permitem delimitar áreas potenciais, bem como identificar remanescentes de restinga. A nossa hipótese de trabalho foi que a sobreposição de mapas com indicadores topográficos, hidrogeológicos, geomorfológicos, pedológicos e de geodiversidade permitisse, baseada em critérios transparentes e replicáveis, propor uma delimitação de áreas propícias para ocorrência de restinga, entendidas como “áreas originais”. Dessa sobreposição, com posterior edição manual, resultou um mapa com área de 1.733,8 km², com acurácia geral de 98,2% (apoiada em 15.000 pontos de controle). Por sua vez, os remanescentes de restinga, mapeados utilizando classificação Random Forest de imagens multiespectrais de reflectância de superfície, somam 796,31 km² (45,7% da área potencial), com acurácia acima de 96%. Disponibilizamos ao poder público uma linha base espacialmente explícita, fundamentada em sólidas evidências físicas coletadas de forma independente, permitindo ações de conservação, planejamento territorial, licenciamento e controle ambiental.

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Biografia do Autor

Adilson Luiz Nicoletti, Engenheiro Florestal, Mestre em Engenharia Florestal, Departamento da Engenharia Florestal - Universidade Regional de Blumenau – FURB

Programa FlorestaSC (Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina) - Departamento da Engenharia Florestal.

Alexander Christian Vibrans, Engenheiro Florestal, Professor Dr. em Geografia, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal - FURB

Programa FlorestaSC (Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina) - Departamento da Engenharia Florestal.

Marlon Yuri Andrade, Engenheiro Florestal, Departamento da Engenharia Florestal - FURB

Programa FlorestaSC (Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina) - Departamento da Engenharia Florestal.

Julia Leonor da Veiga, Engenheira Florestal, Departamento da Engenharia Florestal - FURB

Engenheira Florestal, Departamento da Engenharia Florestal

Artur Ricardo Bizon, Bacharel em Ciência da Computação, Departamento de Sistemas e Computação – FURB

Bacharel em Ciência da Computação, Departamento de Sistemas e Computação

Murilo Schramm da Silva, Engenheiro Florestal, Mestre em Engenharia Florestal, Departamento da Engenharia Florestal - FURB

Engenheiro Florestal, Departamento da Engenharia Florestal

Débora Vanessa Lingner, Engenheira Florestal, Mestre em Engenharia Ambiental, Departamento da Engenharia Florestal - FURB

Programa FlorestaSC (Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina) - Departamento da Engenharia Florestal.

Thuane Laís Farias, Engenheira Florestal, Mestranda em Engenharia Florestal, Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal - FURB

Programa FlorestaSC (Inventário Florístico Florestal de Santa Catarina) - Departamento da Engenharia Florestal.

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Publicado

2024-01-25

Como Citar

Nicoletti, A. L., Vibrans, A. C., Andrade, M. Y., Veiga, J. L. da, Bizon, A. R., Silva, M. S. da, … Farias, T. L. (2024). Mapeamento das Áreas Potenciais (originais) e Remanescentes de Restinga: uma proposta metodológica para Santa Catarina, Brasil. Revista Brasileira De Geografia Física, 17(1), 260–280. https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.1.p260-280

Edição

Seção

Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto

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