Modelagem de precipitação máxima na bacia do rio São Francisco: uma comparação entre diferentes métodos de estimativa de parâmetros da função generalizada de valores extremos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.5.p3960-3973

Palavras-chave:

eventos extremos de precipitação, estimativa de parâmetros, inferência bayesiana

Resumo

Estudos de precipitação máxima têm grande relevância para o gerenciamento de recursos hídricos. A função de densidade de probabilidade generalizada de valores extremos (GEV) tem auxiliado na modelação de eventos extremos naturais. Existem vários métodos para inferir os parâmetros da função GEV, como o de máxima verossimilhança (MV) e momentos-L (ML). A inferência Bayesiana (IB) constitui uma alternativa à abordagem frequentista na medida em que permite combinar a informação conferida pelas amostras aleatórias de precipitações máximas com informação a priori sobre os parâmetros na estimação de modelos. Entretanto, poucos trabalhos utilizam a abordagem Bayesiana. Objetivou-se com o presente trabalho, apresentar a modelação da função GEV, com parâmetros estimados pelos seguintes métodos: MV, ML e IB. Com testes de adequação, definiu-se modelo probabilístico mais adequado, e realizou a predição de valores de precipitação máxima diária para os tempos de retorno 10, 25, 50, 100, 200, 500 e 1000 anos. A área de estudo foi a bacia hidrográfica do rio São Francisco e os de dados utilizados neste estudo foram obtidos a partir do banco de dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Utilizando o teste de AD, verificou-se que os métodos ML e IB foram considerados os mais adequados para estudos de probabilidade de precipitação máxima diária anual. Verificou-se que as estações com séries menos assimétricas, o método IB obteve melhores resultados enquanto as mais assimétricas o método ML foi melhor. Pode-se inferir que o método IB demostrou maiores incertezas para predição de chuvas com tempo de retorno acima de 100 anos.

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Biografia do Autor

Márcio Adalberto Andrade, Universidade de Brasilia

Engenheiro Agrícola formado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Mestre em Recursos Hídricos em Sistemas Agrícolas (UFLA). Atualmente é Analista em Desenvolvimento Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf). Possui experiência em Modelos Hidrológicos, Manejo de Bacias Hidrográficas, Hidrossedimentologia e Hidráulica de Canais e Condutos Forçados.

 

Luiz Felippe Salemi, Universidade de Brasília

Atualmente está cedido para a Casa Civil da Presidência da República onde atua como Assessor Técnico. É professor da Universidade de Brasília (UnB - campus Planaltina) lecionando na área de Ecologia, Hidrologia Manejo de Ecossistemas. É bacharel em gestão ambiental (USP, 2005) com ênfase dada às áreas de ecologia e manejo ambiental. Ao longo do mestrado (USP, 2009) e doutorado (USP, 2014), se tornou especialista no entendimento do funcionamento ecohidrológico e biogeoquímico de microbacias hidrográficas em condições naturais (formações vegetais naturais primárias e secundárias) e alteradas (plantações de milho, soja, cana, eucalipto e sistemas agroflorestais). Tem experiência na área ambiental, especialmente no diagnóstico e recuperação de áreas degradadas no contexto do manejo conservação de bacias hidrográficas. Procura entender manejos de ecossistemas que conciliem viabilidade econômica, inclusão social e conservação ambiental. Também se interessa em entender (i) práticas pedagógicas que tragam significativa experiência de ligação do ser humano com a natureza e (ii) economia no contexto do desenvolvimento sustentável. Foi coordenador do curso de bacharelado em Gestão Ambiental da UnB (2020-2021). É credenciado no Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (FUP/UnB).

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Publicado

2024-09-10

Como Citar

Andrade, M. A., & Salemi, L. F. (2024). Modelagem de precipitação máxima na bacia do rio São Francisco: uma comparação entre diferentes métodos de estimativa de parâmetros da função generalizada de valores extremos. Revista Brasileira De Geografia Física, 17(5), 3960–3973. https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.5.p3960-3973

Edição

Seção

Climatologia e Meteorologia

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