Mudanças no uso da terra e seus impactos na conservação de Dipteryx alata Vog. no corredor extrativista do Cerrado em Mato Grosso do Sul, Brasil: uma revisão crítica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.5.p3945-3959

Palavras-chave:

baru, biodiversidade, sistemas agroflorestais, bioeconomia, circa situm

Resumo

A expansão agrícola no Brasil central restringiu o extrativismo do barueiro (Dipteryx alata), com alterações no uso da terra levando à fragmentação e perda de habitat, diminuindo a disponibilidade de frutos e o acesso para as comunidades locais. Esta revisão crítica examina os distúrbios no corredor extrativista do Cerrado de Mato Grosso do Sul causados por essas pressões antrópicas, com implicações para os sistemas socioprodutivos extrativistas dependentes do baru. O artigo avalia a confluência entre o desenvolvimento econômico e a qualidade ambiental, defendendo estratégias de conservação in situ como forma de manter a diversidade genética e a integridade ecológica. Destaca os esforços de conservação circa situm nas propriedades rurais, integrando o baru às práticas agrícolas. Esta abordagem garante a conservação genética do baru em paisagens modificadas e promove uma relação sinérgica com as operações econômicas. Além disso, o estudo acentua a incorporação do baru nos sistemas agroflorestais, o que poderia servir de modelo para a produção agrícola e pecuária sustentável, reforçando o papel do baru na bioeconomia regional e contribuindo para a resiliência da paisagem. A revisão propõe a integração do baru em tais sistemas como estratégia dinâmica para a restauração ecológica e sustentabilidade econômica, enfatizando o seu potencial para melhorar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos. Finalmente, a revisão pede um forte apoio político para a utilização e conservação do baru, alinhando-o com os objetivos de desenvolvimento sustentável e defendendo uma abordagem abrangente para o manejo da espécie como um símbolo de sustentabilidade e robustez econômica no Cerrado.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Felipe Martini Santos, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Professor Adjunto na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Engenheiro Florestal formado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) (2012). Doutor em Ciências Ambientais e Florestais pela UFRRJ (2019). Tem experiência na área de Recursos Florestais e Engenharia Florestal, atuando principalmente nos seguintes temas: silvicultura, inventário florestal, indicadores de qualidade do solo, ciclagem de nutrientes e sequestro de carbono (ênfase em florestas), plantios mistos florestais, integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), restauração florestal, manejo e domesticação de recursos florestais e bioeconomia.

Henrique Fernandes Magalhães, Universidade Federal de Pernambuco

Biólogo, graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), especialista em Gestão Ambiental pela Universidade Candido Mendes (UCAM), mestre em Zoologia pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e doutor em Etnobiologia e Conservação da Natureza pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Atuou como pesquisador de pós-doutorado no Laboratório de Etnobotânica da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Atuou como pesquisador de pós-doutorado no Laboratório de Ecologia Aplicada da Universidade Federal de Pernambuco. Tem interesse por temas, como o papel da segurança florestal no bem-estar de populações humanas residentes em sistemas socioecológicos e domínios florestais sazonalmente secos, especialmente a caatinga, em um cenário de extremos climáticos cada vez mais frequentes e severos. Possui experiência em Etnoecologia, Ecologia de Paisagem, Biologia da Conservação e Ecologia Política.

Camilla Marques de Lucena, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Paraíba, Mestre em Ecologia e Monitoramento Ambiental pelo Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Monitoramento Ambiental da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Pesquisadora associada do Laboratório de Etnoecologia e Ciências Ambientais (LECA) da UFPB no período de 2014 a 2020. Professora dos cursos de graduação de Nutrição e Enfermagem e Coordenadora de Internacionalização do Centro Universitário - UNIESP no período de 2018 a 2020. Atualmente Professora Adjunta no Instituto de Biociências (INBIO) da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), no campus de Campo Grande. Professora e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal (Mestrado) - UFMS. Tem experiência nas áreas de: Biologia celular, Etnobotânica, Etnoecologia e Manejo e domesticação de recursos genéticos, com ênfase em populações tradicionais, uso e manejo de Cactaceae.

Eduardo Bezerra de Almeida Jr, Universidade Federal do Maranhão

Professor Associado I (DE) do Departamento de Biologia da Universidade Federal do Maranhão. Está Diretor da Diretoria de Pesquisa e Inovação Tecnológica/AGEUFMA. Possui Graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE (2003). Durante a graduação foi bolsista CNPq pelo PIBIC. Fez Mestrado (2006) e Doutorado (2010) em Botânica pela UFRPE com bolsa CNPq, sob orientação da Profa. Dra. Carmen S. Zickel. Fez Pós-doutorado no New York Botanical Garden, Estados Unidos, sob supervisão do Dr. Douglas Daly. É docente permanente no Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC - Mestrado), e na Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (Bionorte - Doutorado). Foi Chefe do Departamento de Biologia de 2015 a 2018. Foi Coordenador do Programa de Pós-graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) da UFMA de 2019 a 2024. Foi Bolsista de Produtividade/FAPEMA de 2014 a 2016, na modalidade Jovem Doutor e de 2018 a 2019, na modalidade Doutor Sênior. Fez parte do Conselho Consultivo do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (PNLM) como membro titular no período de 2019 a 2023. Participa da equipe técnica do ZEE - Bioma Amazônia, Cerrado e Costeiro no Estado do Maranhão na temática vegetação. É membro do Colegiado do Curso de Ciências Imobiliárias. Faz parte do Comitê Técnico do Conselho Estadual de Educação do Maranhão. Em 2019, no Prêmio FAPEMA Terezinha Rêgo, recebeu uma Homenagem de Honra ao Mérito Científico-Tecnológico pelo reconhecimento a contribuição para o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação no Maranhão. É Curador do Herbário do Maranhão (MAR) da UFMA. Membro Efetivo da cadeira 46 na Academia Maranhense de Ciências. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq - Nível 2. Desenvolve projetos nas áreas de Botânica e Etnobotânica, com ênfase em florística, fitossociologia e formas de uso da vegetação de dunas e restinga; e em taxonomia, com ênfase em Sapotaceae (Manilkara).

Júlio Onésio Ferreira Melo, Universidade Federal de São João del-Rei

Pós-doutoramento no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa (ISA/UL), no Departamento de Fisiologia Vegetal, trabalhando com perfil químico e avaliação de atividade biológica de extratos vegetais. Graduado em Farmácia pela Universidade Federal de Minas Gerais, doutorado em Ciências Química (Conceito 7 Capes) pela Universidade Federal de Minas Gerais. Docente no ensino superior desde 2000, trabalhando com as áreas de Farmacognosia Fitotecnia, Fitoquímica, Química Ambiental, Química Farmacêutica e Síntese Orgânica. Professor e pesquisador Titular da Universidade Federal de São João del-Rei. Coordenador dos Programas de Extensão desde 2014 nas áreas de Árvores do Cerrado; Água e Meio Ambiente e de Ensino de Química. Coordenador de Projetos de Pesquisa nas áreas de Estudo de compostos voláteis de frutos por CG/MS; Estudo da composição química de frutos por ESI/MS e Paper Spray/MS; Estudo metabolômico de plantas por DESI/MS; Estudo das alterações metabólicas em plantas de milho e soja na presença de ácaros fitófagos e lagartas, por CG/MS e ESI/MS; Estudo da qualidade das águas. Professor orientador nos Programas de Pós-graduação em Ciências Agrárias (UFSJ-Sete Lagoas), Pós-Graduação em Ciência de Alimentos(UFMG), Pós-Graduação em Sustentabilidade e Tecnologia Ambiental (IFMG-Bambuí) e Pós-Graduação Multicêntrico em Química de Minas Gerais.

Júlia Graziela da Silveira, Universidade Federal de Mato Grosso

Graduada em Engenharia Florestal e com mestrado em Ciências Florestais e Ambientais pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Possui doutorado em Ciência Florestal pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Ao longo de sua carreira, realizou pesquisas sobre a tecnologia ILPF e seu potencial de mitigação nas emissões de gases de efeito estufa do setor agropecuário. Também desenvolveu pesquisas sobre mudanças climáticas e crescimento florestal em plantios mistos de eucalipto e acácia. Integrou a equipe do Projeto Rural Sustentável Amazônia e Mata Atlântica, onde avaliou e recomendou tecnicamente propostas para implantação, manejo e acompanhamento de sistemas agroflorestais e outras tecnologias de baixa emissão de carbono apoiadas pelo Plano ABC. Em parceria com o IABS, foi consultora no Projeto Rural Sustentável Cerrado para a sistematização dos resultados de pesquisa e campo com tecnologia ILPF e monocultivo de pastagem, além de ter gerenciado as ações de benefícios coletivos (finanças verdes), com foco em organizações socioprodutivas de produtores(as) rurais (cooperativas, sindicatos e associações). Também desempenhou a função de pesquisadora em sistemas ILPF no Projeto Rural Sustentável Cerrado, com foco no aumento da eficiência do uso da terra, aumento de produtividade e o incremento na geração de renda dos(as) produtores(as) rurais. Atuou como consultora técnica na Rede ILPF, sendo responsável pela execução e desenvolvimento de soluções e estratégias e pelo acompanhamento das pesquisas em ILPF no bioma Caatinga, além de coordenar o projeto da Câmara temática de carbono e agricultura digital. Atualmente é Docente do Magistério Superior na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Universitário de Sinop, do Instituto de Ciências Agrárias e Ambientais.

Ezequiel da Costa Ferreira, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal da Paraíba (2016), Especialista em Ciências Ambientais pelas Faculdades Integradas de Patos (2017), Mestre (2019) e Doutor (2023) em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Paraíba. Desenvolve pesquisa em etnobiologia com enfoque em etnobotânica, tendo atuado principalmente nos seguintes temas: conhecimento, uso, conservação e comércio de plantas medicinais; uso de recursos vegetais por comunidades rurais; semiárido; etnobotânica urbana. Atualmente pesquisador de Pós-doutorado vinculado ao programa de Pós-graduação em Recursos Naturais da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, atuando em pesquisa nas áreas de Bioeconomia, Desenvolvimento sustentável e Agroecologia.

Reinaldo Farias Paiva de Lucena, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Licenciado e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual da Paraíba (2002), Mestre (2005) e Doutor (2009) em Botânica pelo Laboratório de Etnobotânica Aplicada do Programa de Pós-Graduação em Botânica da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Trabalhou na Universidade Federal da Paraíba (UFPB) entre os anos de 2009 até 2020. Atualmente é Professor no Instituto de Biociências da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). Orientador de Mestrado/Doutorado em Rede em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) da UFPB no Campus I (João Pessoa). Professor Permanente nos Programas de Pós-graduação: Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais - UFMS (mestrado); Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal - UFMS (mestrado); Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências - UFMS (mestrado e doutorado). Colaborou comoquisador Associado do Missouri Botanical Garden, St. Louis nos Estados Unidos, e como Consultor da Capes - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - na Área de Ciências Ambientais. Tem experiência na área de Botânica e Ecologia, com ênfase em Etnobotânica, atuando principalmente nos seguintes temas: etnobiologia, etnobotânica, etnozoologia, caatinga, populações tradicionais e conservação da biodiversidade. Assessor do Reitor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. Diretor da Agrotec: bioeconomia no agronegócio, unidade Embrapii da UFMS.

Referências

Alves, A.M., Fernandes, D.C., Borges, J.F., Sousa, A.G. de O., Naves, M.M.V., 2016. Oilseeds native to the Cerrado have fatty acid profile beneficial for cardiovascular health. Revista de Nutrição. 29, 859–866. https://doi.org/10.1590/1678-98652016000600010

Alves-Santos, A.M., Fernandes, D.C., Naves, M.M.V., 2021. Baru (Dipteryx alata Vog.) fruit as an option of nut and pulp with advantageous nutritional and functional properties: A comprehensive review. NFS Journal 24, 26–36. https://doi.org/10.1016/j.nfs.2021.07.001

Arakaki, A.H., Scheidt, G.N., Portella, A.C., Arruda, E.J. de, Costa, R.B. da, 2009. O baru (Dipteryx alata Vog.) como alternativa de sustentabilidade em área de fragmento florestal do Cerrado, no Mato Grosso do Sul. Interações (Campo Grande) 10, 31–39. https://doi.org/10.1590/S1518-70122009000100004.

Balbino, L.C., Kichel, A.N., Bungenstab, D.J., de Almeida, R.G., 2014. Integrated systems: what they are, their advantages and limitations. Integrated Crop-livestock-forestry Systems, a Brazilian Experience for Sustainable Farming 11–18.

Ballesteros-Mejia, L., Lima, J.S., Collevatti, R.G., 2020. Spatially-explicit analyses reveal the distribution of genetic diversity and plant conservation status in Cerrado biome. Biodivers Conserv 29, 1537–1554. https://doi.org/10.1007/s10531-018-1588-9

Bento, A.P.N., Cominetti, C., Simões Filho, A., Naves, M.M.V., 2014. Baru almond improves lipid profile in mildly hypercholesterolemic subjects: A randomized, controlled, crossover study. Nutrition, Metabolism and Cardiovascular Diseases 24, 1330–1336. https://doi.org/10.1016/j.numecd.2014.07.002.

Berti, C.L.F., Kamada, T., Moraes, M.A. de, Alves, P.F., Silva, A.M. da, Moraes, M.L.T. de, Berti, M.P. da S., 2017. Diversidade genética de populações naturais de Dipteryx alata localizadas nos municípios de Brasilândia/MS, Indiara/GO e Itarumã/GO estimada por marcadores microssatélites. Revista Cultura Agronômica 26, 203–216. https://doi.org/10.32929/2446-8355.2017v26n2p203-216.

Bortolotto, I.M., Hiane, P.A., Ishii, I.H., de Souza, P.R., Campos, R.P., Juraci Bastos Gomes, R., Farias, C. da S., Leme, F.M., de Oliveira Arruda, R. do C., de Lima Corrêa da Costa, L.B., Damasceno-Junior, G.A., 2017. A knowledge network to promote the use and valorization of wild food plants in the Pantanal and Cerrado, Brazil. Regional Environmental Change 17, 1329–1341. https://doi.org/10.1007/s10113-016-1088-y

Bortolotto, I.M., Ziolkowski, N.E., Gomes, R.J.B., Almeida, F.S. de, Campos, R.P., Aoki, C., 2021. Mulheres em rede: conectando saberes sobre plantas alimentícias do Cerrado e Pantanal. Ethnoscientia - Brazilian Journal of Ethnobiology and Ethnoecology 6, 198–232. https://doi.org/10.18542/ethnoscientia.v6i2.10374.

Bruziguessi, E.P., Silva, T.R., Moreira, G.D.L. de B., Vieria, D.L.M., 2021. Sistemas silvipastoris com árvores nativas no Cerrado. Mil Folhas do IEB, Brasília, DF.

Carraza, L.R., Ávila, J.C.C., 2010. Manual Tecnológico de Aproveitamento Integral do Fruto do Baru. ISPN, Brasília.

Carvalho, P.E.R., 2003. Baru: Dipteryx alata., in: Espécies arbóreas brasileiras. Embrapa Informação Tecnológica, Brasília, pp. 197–204.

Chazdon, R.L., Guariguata, M.R., 2016. Natural regeneration as a tool for large-scale forest restoration in the tropics: prospects and challenges. Biotropica 48, 716–730. https://doi.org/10.1111/btp.12381.

Dawson, I.K., Guariguata, M.R., Loo, J., Weber, J.C., Lengkeek, A., Bush, D., Cornelius, J., Guarino, L., Kindt, R., Orwa, C., Russell, J., Jamnadass, R., 2013. What is the relevance of smallholders’ agroforestry systems for conserving tropical tree species and genetic diversity in circa situm, in situ and ex situ settings? A review. Biodiversitiy and Conservation 22, 301–324. https://doi.org/10.1007/s10531-012-0429-5.

de Mello, N.G.R., Gulinck, H., Van der Broeck, P., Parra, C., 2023. A qualitative analysis of Non-Timber Forest Products activities as a strategy to promote sustainable land use in the Brazilian Cerrado. Land Use Policy 132, 106797. https://doi.org/10.1016/j.landusepol.2023.106797.

Erbaugh, J.T., Pradhan, N., Adams, J., Oldekop, J.A., Agrawal, A., Brockington, D., Pritchard, R., Chhatre, A., 2020. Global forest restoration and the importance of prioritizing local communities. Nature Ecology & Evolution 4, 1472–1476. https://doi.org/10.1038/s41559-020-01282-2.

Fact MR Report, 2022. Baru Nuts Market Analysis By Product (Whole Baru Nuts, Raw Baru Nuts, Roasted Baru Nuts, Flavored Baru Nuts, Processed Baru Nuts, Baru Butter, Baru Oil, Baru Flour, Baru Sweets), By End Use (Food Processing, Snacks, Nutraceuticals, Confectionary, Personal Care & Cosmetics, Others) and By Region – Global Market Insights 2022 to 2032 [WWW Document]. URL https://www.factmr.com/report/1362/baru-nuts-market.

FAO. Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2016. The State of Food and Agriculture. Rome.

Ferreira, I.C., Neto, A.M. da F., Muller, A.G., Martins, C.F., Silva, F.A.M., Braga, G.J., Malaquias, J.V., Pulrolnik, K., Vilela, L., Balbino, L.C., Júnior, R.G., 2021. Produção de Leite em Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Bioma Cerrado.

IBGE. Produção Agrícola Municipal ano 2022, 2023 – Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/agricultura-e-pecuaria/9117-producao-agricola-municipal-culturas-temporarias-e-permanentes.html. Acesso em: 30 out. 2023.

Klink, C., Machado, R.B., 2005. A Conservação do Cerrado brasileiro. In: Megadiversidade. Desafios e oportunidades para a conservação da biodiversidade no Brasil. Vol 1, 1: 147-155. Belo Horizonte : Conservação Internacional.

Lima, D.C., Rocha, M.A., Noguera, N.H., Nascimento, R.D.P., 2022. A review on Brazilian baru plant (Dipteryx alata Vogel): morphology, chemical composition, health effects, and technological potential. Future Foods, 5, 100146. https://doi.org/10.1016/j.fufo.2022.100146.

Lima, W.A.A., Morais, F.M., Rocha, F.S., Malaquias, J.V., 2023. Avaliação de métodos de enxertia em mudas de baruzeiro (Dipteryx alata Vogel, Fabaceae). Ciência Florestal, v. 33, n. 22, 1-18. https://doi.org/10.5902/1980509869090

Magalhães, R.M., 2019. A sustainability analysis of the exploitation of the baru almond (Dipteryx alata Vogel) in the Brazilian Savanna. Sustainability in Debate 10, 85–95. https://doi.org/10.18472/SustDeb.v10n2.2019.25666.

Martins, C.F., Fonseca-Neto, A.M., Bessler, H.C., Dode, M.A.N., Leme, L.O., Franco, M.M., McManus, C.M., Malaquias, J.V., Ferreira, I.C., 2021. Natural shade from integrated crop–livestock–forestry mitigates environmental heat and increases the quantity and quality of oocytes and embryos produced in vitro by Gyr dairy cows. Livestock Science 244, 104341. https://doi.org/10.1016/j.livsci.2020.104341.

Mauro, R. de A., Silva, M.P. da, Alves, F.V., Almeida, R.G., Laura, V.A., Porfírio-da-Silva, V., 2022. Diretrizes técnicas para produção pecuária sustentável com árvores nativas: Carbono Nativo (CN).

Mertens, F., Burgos, A., 2021. Organização e estrutura da cadeia produtiva do baru no Cerrado: oportunidades e desafios para a sustentabilidade.

Muscat, A., de Olde, E.M., Ripoll-Bosch, R., Van Zanten, H.H.E., Metze, T.A.P., Termeer, C.J.A.M., van Ittersum, M.K., de Boer, I.J.M., 2021. Principles, drivers and opportunities of a circular bioeconomy. Nature Food 2, 561–566. https://doi.org/10.1038/s43016-021-00340-7.

Nunes, B.V., Silva, V.D.M., Ramos, A.L.C.C., Coelho, T., Melo, A.C., Ferreira, R.M.S.B, Augusti, R., Lucena, R.F.P., Melo, J.O.F., Araújo, R.L.B., 2024. Investigating the Chemical Profile of Underexplored Parts of Dipteryx alata (Baru) Using the PS–MS Technique. Plants, 13, 1833. https://doi.org/10.3390/plants13131833

Oliveira, Y.P., Magalhães, H.F., Santos, F.M., Alves, F.M., Lucena, R.F.P. de, Lucena, C.M. de, 2022. Agrobiodiversidade e a expressão do cumbaru Dipteryx alata Vog. em quintais agroflorestais do Assentamento Andalucia, Nioaque (MS). Revista Brasileira de Gestão Ambiental e Sustentabilidade 9, 1211–1235.

Oliveira, L.S., Pasa, M.C. Cadeia produtiva sustentável de Dypterix alata Vogel. no Pantanal e Cerrado Mato-Grossense, 2024. FLOVET -Flora, Vegetação e Etnobotânica, v. 2, n. 13, e2024001. 10.59621/flovet.2024.v2.n13.e2024001

Pauletto, D., Guerreiro Martorano, L., de Sousa Lopes, L.S., Pinheiro de Matos Bentes, M., Vieira, T.A., Gomes de Sousa Oliveira, T., Santos de Sousa, V., Fernandes da Silva, Á., da Silva Ferreira de Lima, P., Santos Tribuzy, A., Pinto Guimarães, I.V., 2023. Plant Composition and Species Use in Agroforestry Homegardens in the Eastern Amazon, Brazil. Sustainability 15, 11269. https://doi.org/10.3390/su151411269.

Pendrill, F., Gardner, T.A., Meyfroidt, P., Persson, U.M., Adams, J., Azevedo, T., Bastos Lima, M.G., Baumann, M., Curtis, P.G., De Sy, V., Garrett, R., Godar, J., Goldman, E.D., Hansen, M.C., Heilmayr, R., Herold, M., Kuemmerle, T., Lathuillière, M.J., Ribeiro, V., Tyukavina, A., Weisse, M.J., West, C., 2022. Disentangling the numbers behind agriculture-driven tropical deforestation. Science 377, eabm9267. https://doi.org/10.1126/science.abm9267.

Pezzopane, J.R.M., Nicodemo, M.L.F., Bosi, C., Garcia, A.R., Lulu, J., 2019. Animal thermal comfort indexes in silvopastoral systems with different tree arrangements. Journal of Thermal Biology 79, 103–111. https://doi.org/10.1016/j.jtherbio.2018.12.015.

Philippi, D.A., Reis Falcão, O.K., Matos Porto, B., 2021. Inovação Sustentável: o caso do fruto nativo do cerrado-Cumbaru-no assentamento Andalucia (Mato Grosso do Sul). Amazônia, Organizações e Sustentabilidade 10.

Pott, A., Pott, V.J., 2003. Espécies de fragmentos florestais em Mato Grosso do Sul, in: Fragmentação Florestal e Alternativas de Desenvolvimento Rural Na Região Centro-Oeste. UCDB, Campo Grande, pp. 1–25.

Projeto MapBiomas – Coleção 7 da Série Anual de Mapas de Cobertura e Uso da Terra do Brasil, acessado em 03 de dezembro de 2022 através do link: https://plataforma.brasil.mapbiomas.org.

Ribeiro, R. M., Tessarolo, G., Soares, T. N., Teixeira, I. R., Nabout, J. C., 2019. Global warming decreases the morphological traits of germination and environmental suitability of Dipteryx alata (Fabaceae) in Brazilian Cerrado. Acta Botanica Brasilica, 33, 446-453. https://doi.org/10.1590/0102-33062018abb0288.

Rodrigues, M.L.P., Lima, S.F., Lima, A.P.L., Rodrigues, N.P., Santos, M.A., Silva, A.A., 2018. Carbon and Nitrogen in the Soil Profile under the Canopy Dipteryx alata (Baru) in Pasture. JLS 12. https://doi.org/10.17265/1934-7391/2018.04.004.

Rodrigues, A. A., Macedo, M. N., Silvério, D. V., Maracahipes, L., Coe, M. T., Brando, P. M., Shimbo, J.Z., Rajão, R., Soares-Filho, B., Bustamante, M.M.C, 2022. Cerrado deforestation threatens regional climate and water availability for agriculture and ecosystems. Global Change Biology, 28(22), 6807-6822. https://doi.org/10.1111/gcb.16386

Saikanth, D.R.K., Supriya, Singh, B.V., Rai, A.K., Bana, S.R., Sachan, D.S., Singh, B., 2023. Advancing Sustainable Agriculture: A Comprehensive Review for Optimizing Food Production and Environmental Conservation. International Journal of Plant & Soil Science 35, 417–425. https://doi.org/10.9734/ijpss/2023/v35i163169.

Sano, S.M., 2016. Critérios de seleção de baru para produção de amêndoas e recomposição ambiental. Circular Técnica 31. Brasília, DF: Embrapa.

Sano, S.M., Ribeiro, J.F., Brito, M.A., 2004. Baru: biologia e uso. Brasília, DF: Embrapa.

Santos, R.T., Salviano, P.A.P., Valicheski, R.R., Santana, M.M., Alves, E.M., Oliveira, L.M., Lima, M.P., Carvalho, C.H., 2024. Avaliação técnica e econômica de sistema integrado pecuária-baru em piquetes rotacionados: caso de pequena propriedade no município de Iporá – GO. Observatorio de La Economía Latinoamericana, v. 22, n. 6, 1-12. 10.55905/oelv22n6-081.

Siqueira, A.P.S., Pacheco, M.T.B., Naves, M.M.V., 2015. Nutritional quality and bioactive compounds of partially defatted baru almond flour. Food Science and Technology 35, 127–132. https://doi.org/10.1590/1678-457X.6532.

Siqueira Neto, M., Popin, G.V., Piccolo, M.C., Corbeels, M., Scopel, E., Camargo, P. B. de, Bernoux, M., 2021. Impacts of land use and cropland management on soil organic matter and greenhouse gas emissions in the Brazilian Cerrado. European Journal of Soil Science 72 (3), 1431-1446. https://doi.org/10.1111/ejss.13059

Tetila, E.C., Tetila, J.L.C., Pistori, H., Silva, M.A.B.F. da, 2020. Desafios do modelo de desenvolvimento agrícola do estado de Mato Grosso do Sul: uma proposta para o desenvolvimento sustentável. Interações (Campo Grande) 21, 615–632. https://doi.org/10.20435/inter.v21i3.2430.

Vranckx, G., Jacquemyn, H., Muys, B., Honnay, O., 2012. Meta-analysis of susceptibility of woody plants to loss of genetic diversity through habitat fragmentation. Conservation Biololgy 26 (2), 228-237. https://doi.org/10.1111/j.1523-1739.2011.01778.x.

Downloads

Publicado

2024-09-10

Como Citar

Martini Santos, F., Fernandes Magalhães, H., Marques de Lucena, C., Bezerra de Almeida Jr, E., Onésio Ferreira Melo, J., Graziela da Silveira, J., … Farias Paiva de Lucena, R. (2024). Mudanças no uso da terra e seus impactos na conservação de Dipteryx alata Vog. no corredor extrativista do Cerrado em Mato Grosso do Sul, Brasil: uma revisão crítica. Revista Brasileira De Geografia Física, 17(5), 3945–3959. https://doi.org/10.26848/rbgf.v17.5.p3945-3959

Artigos Semelhantes

<< < 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)