Quantificação do Fluxo de Carbono em Área Queimada Comparado com Área de Vegetação Nativa no P.E. Mata do Limoeiro-MG e sua Relação com a Precipitação
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v18.2.p900-910.Palavras-chave:
fluxo de CO2; queimada; umidade do solo; atividade microbiana; precipitaçãoResumo
Esta pesquisa investiga o impacto de um incêndio ocorrido em uma Unidade de Conservação nas propriedades físicas do solo e no
fluxo de CO2, bem como sua relação com a vegetação e condições meteorológicas, particularmente a precipitação. Para isso, foram
coletadas três amostras de solo em quatro pontos amostrais e realizadas medições de fluxo e das condições meteorológicas após o
período de estiagem e no final do período chuvoso. O local de estudo foi o Parque Estadual Mata do Limoeiro (PEML), localizado no
município de Itabira em Minas Gerais. Deste modo, o objetivo principal da pesquisa foi elaborar uma análise comparativa entre uma
área de vegetação queimada e uma área de vegetação nativa, correlacionando os resultados de diversos parâmetros do solo com os
fluxos de carbono obtidos e sua relação com a precipitação da região. Após a realização das análises, verificou-se uma diminuição no
fluxo de CO2 diretamente ligada à umidade do solo, após o período chuvoso, nos pontos amostrais com maior solo exposto. Entretanto,
dois pontos de coleta, que possuíam maior cobertura vegetal, tiveram seu valor de fluxo de CO2 aumentado, o que foi justificado pela
maior atividade microbiana no solo, sendo eles a área de transição entre a região atingida pelo fogo e a que não fora acometida, e a área
com vegetação nativa não atingida pelo incêndio, sendo esta a que apresentou o maior fluxo no período chuvoso. Isto se relaciona com
as características físicas do solo, uma vez que estes pontos apresentaram menor densidade e maior porosidade. Por fim, pode-se concluir
que o fluxo de CO2 no solo está relacionado às condições meteorológicas e a presença de vegetação, o que também condiciona as
características do solo e vice-versa.
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