Estudo do balanço hídrico climatológico e cenários pluviométricos na bacia hidrográfica do Rio Manoel Alves, região sudeste do estado do Tocantin

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.01.p105-121

Palavras-chave:

Cerrado, Mudanças climáticas, Disponibilidade hídrica, Excedente hídrico

Resumo

A água é um dos recursos naturais de maior importância, sendo imprescindível para garantir a qualidade de vida e o
desenvolvimento econômico e social da população, sua dinâmica pode ser estudada a partir do balanço hídrico. Neste
sentido, o objetivo deste trabalho é a aplicação do balanço hídrico climatológico normal com caracterização e análise de
diferentes cenários pluviométricos extremos, a partir de dados de estação de campo e de reanálises na bacia hidrográfica
do Rio Manoel na região sudeste do estado do Tocantins. A partir dos dados de precipitação e temperatura, foi realizado o
balanço hídrico climatológico normal entre os anos de 2009 e 2019, considerando uma análise deste período e ainda os
anos de precipitação extrema. Para isso, foi utilizado uma planilha específica, considerando uma capacidade de água
disponível (CAD) de 100 mm, com base em pesquisas anteriores. O balanço permite analisar a deficiência e o excedente
hídrico, a evapotranspiração e o armazenamento no solo mensalmente, fornecendo insights sobre a dinâmica hídrica da
região. Os resultados evidenciaram que a bacia hidrográfica do Rio Manoel Alves apresenta de janeiro a abril, um excedente
hídrico, enquanto de maio a novembro prevalece a deficiência hídrica, acentuada entre julho e setembro. Esses padrões
confirmam a divisão do Cerrado em períodos chuvoso e seco, sendo que a deficiência hídrica tende a agravar-se com as
mudanças climáticas. Portanto, o balanço hídrico climatológico é destacado como uma ferramenta importante na gestão
dos recursos hídricos, oferecendo uma caracterização geral de um período específico.

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Biografia do Autor

Lucas da Silva Ribeiro, Universidade Federal de Santa Maria

Possui Graduação em Geografia pela Universidade Federal do Tocantins (2019), Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (2022). Atualmente, está cursando o doutorado no Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal de Santa Maria (2022). A trajetória acadêmica e profissional tem sido focada em estudos relacionados a bacias hidrográficas, relevo, geoprocessamento, sensoriamento remoto, mapeamento de uso e cobertura da terra e modelagem hidrológica.

Luís Eduardo de Souza Robaina, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Geologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1984), mestrado em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990), doutorado em Geociências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) e Pós-Doutorado na Universidade do Porto, Portugal e na Universidade du Maine, Le Mans/França. Atualmente é professor/pesquisador colaborador do programa de pós-graduação em geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e professor titular da Universidade Federal de Santa Maria, do curso de geografia e do programa de Pós-graduação em geografia e geociências. Coordena o Grupo de Pesquisa do CNPq LAGEOLAM organizado em 1995.Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em estudos geomorfológicos, geoambientais e de desastres naturais.

Sandro Sidnei Vargas de Cristo , Universidade Federal do Tocantins

Possui Graduação em Geografia Bacharelado pela Universidade Federal de Santa Maria-UFSM (1999), Especialização em Interpretação de Imagens Orbitais e Suborbitais pela Universidade Federal de Santa Maria-UFSM (2001), Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC (2002), Doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS (2013) e Pós-doutorado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria-UFSM (2017). Atualmente é professor do Curso de Geografia da Universidade Federal do Tocantins. Membro do Conselho Consultivo da Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins. Membro do Conselho de Defesa Civil Municipal de Porto Nacional (Tocantins). Experiência na área de Geociências, com ênfase em Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto e Meio Ambiente, atuando nos temas: Riscos Ambientais; Bacias Hidrográficas; Unidades de Conservação da Natureza; Geodiversidade; Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto.

Romario Trentin, Universidade Federal de Santa Maria

Possui Graduação em Geografia Licenciatura pela Universidade Federal de Santa Maria (2004), Mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Santa Maria (2007) e Doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Paraná (2011). Pós-Doutorado em Geografia pela Le Mans Université, França (2021) pelo PrInt - Programa de Institucional de Internacionalização. Atualmente é professor titular do Departamento de Geociências, do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geotecnologias, atuando principalmente nos seguintes temas: Bacia Hidrografica, Arenização, Geomorfologia, Uso e Ocupação da Terra, Caracterização Geoambiental e Áreas de Risco.

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Publicado

2026-05-18

Como Citar

da Silva Ribeiro, L., Eduardo de Souza Robaina, L., Sidnei Vargas de Cristo , S., & Trentin, R. (2026). Estudo do balanço hídrico climatológico e cenários pluviométricos na bacia hidrográfica do Rio Manoel Alves, região sudeste do estado do Tocantin. Revista Brasileira De Geografia Física, 19(01), 105–121. https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.01.p105-121

Edição

Seção

Hidrogeografia e Recursos Hídricos

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