Análise da acurácia de produtos do aerolevantamento por ARP equipado com Post-Processed Kinematic (PPK)
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v19.03.p1677-1691Palavras-chave:
Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP’s), Drone, Aerofotogrametria, RTK, drones, PPK, Georreferenciamento DiretoResumo
Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs) podem ser equipadas com receptores GNSS PPK que permitem o georreferenciamento direto da trajetória do voo fotogramétrico sem a utilização de pontos de controle no solo (GCPs). Este trabalho propôs avaliar a exatidão do georreferenciamento das imagens e das nuvens de pontos obtidas por métodos diferentes: a) a partir de imagens georreferenciadas pelos métodos fotogramétricos tradicionais com uso de pontos de controle no solo e b) por imagens georreferenciadas a partir da determinação da trajetória da ARP com a técnica PPK, utilizando-se apenas 2 GCP’s. Avaliou-se a acurácia posicional para dados espaciais conforme estabelecido no Decreto-Lei n.º 89.817 de 1984, em concordância com o Padrão de Exatidão Cartográfica (PEC) e Erro-Padrão (EP). Analisou-se as discrepâncias altimétricas a partir do levantamento da área de estudo com GNSS RTK. Os resultados apresentam um produto acurado (sem tendências) classificado como Classe A na escala 1:500 para a ortofoto e modelo digital de elevação obtidos pelo método tradicional. Para os produtos obtidos a partir do PPK e utilizando-se da escala 1:500, obteve-se uma classificação na Classe B para a acurácia posicional planimétrica (apresentando tendência), e na avaliação da acurácia posicional altimétrica, o produto foi classificado como Classe D, cujo limite do erro posicional nesta classe é de 0,500 m. Observou-se ainda um erro sistemático médio para a discrepância altimétrica de 0,274 m com desvio padrão de 0,141 m. Na metodologia tradicional o erro médio para a discrepância altimétrica foi de 0,022 m com desvio padrão de 0,068 m.
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