Vulnerabilidade ambiental dos setores censitários às margens do rio Poti no município de Teresina (Piauí) (Environmental vulnerability of the census tracts on the banks of the Poti River in the municipality of Teresina (Piauí))
DOI:
https://doi.org/10.26848/rbgf.v11.6.p1941-1962Abstract
A sociedade atual vive exposta a uma infinidade de problemas ambientais de modo que estes veiculam características que geram danos à população e ao ambiente direta e indiretamente envolvidos. Diante disso, estudos sobre a vulnerabilidade ambiental tornam-se importantes instrumentos de estudo do espaço geográfico em questão, além de contribuir para o planejamento por meio de uma análise integrada entre aspectos sociais e ambientais. Nesse sentido, o objetivo deste estudo foi analisar a vulnerabilidade ambiental dos setores censitários às margens do rio Poti no município de Teresina/Piauí. Como recursos metodológicos podem ser citados: levantamento e análise teórico-conceitual, documental e cartográfica, incursões a área de estudo, utilização do Método Expedito, de Check-list, atividades laboratoriais, uso de softwares com QGis e Google Earth Pro, destaca-se ainda o tratamento estatístico (por meio da Análise Multivariada e Fatorial, além da Técnica de Cluster) dos dados relacionados aos 72 setores censitários e às 12 variáveis ambientais. Os resultados indicaram: 21 setores censitários caracterizados como de vulnerabilidade ambiental Baixa, seguido de 27 e 24 setores censitários com vulnerabilidade ambiental Média e Alta, respectivamente. Os valores obtidos e o enquadramento dos setores por classes deve-se principalmente às notas atribuídas às seguintes variáveis: cobertura vegetal, proximidade com corpos hídricos, adensamento populacional, e esgoto e lixo a céu aberto.
A B S T R A C T
Today's society is exposed to a multitude of environmental problems, so that they convey characteristics that generate damage to the population and the environment directly and indirectly involved. Therefore, studies on environmental vulnerability become important tools for studying the geographical space in question, besides contributing to the planning through an integrated analysis between social and environmental aspects. In this sense, the objective of this study was to analyze the environmental vulnerability of the census tracts on the banks of the Poti River in the municipality of Teresina / Piauí. As methodological resources can be cited: survey and theoretical-conceptual analysis, documentation and cartographic, incursions into the study area, use of Expedito Method, Checklist, laboratory activities, use of software with QGis and Google Earth Pro, the statistical treatment (through the Multivariate and Factorial Analysis, as well as the Cluster Technique) of the data related to the 72 census sectors and the 12 environmental variables is also highlighted. The results indicated: 21 census tracts characterized as low environmental vulnerability, followed by 27 and 24 census tracts with medium and high environmental vulnerability, respectively. The values obtained and the classification of the sectors of classes are mainly due to the grades attributed to the following variables: vegetal cover, proximity to water bodies, population density, and sewage and garbage in the open.
Keywords: Environmental Vulnerability; Census Tracts; Poti River; Teresina / Piauí.
Downloads
References
Alcântara, V. S.; Strauch, J. C. M.; Ajara, C. 2013. Metodologia para análise da vulnerabilidade socioambiental: estudo de caso na macrorregião da Costa Verde. Revista Brasileira de Cartografia 3, 555-570.
Assis, S. S.; Oliveira, H. C. M. 2013. Qualidade ambiental urbana: avaliação da área central da cidade de Ituiutaba (MG). GeoAtos 2, 26-41.
BRASIL, 2005. Resolução 357 de 17 de março de 2005. Brasília, 2005.
Carmo, M. E.; Guizardi, F. L. 2018. O conceito de vulnerabilidade e seus sentidos para as políticas públicas de saúde e assistência social. Cadernos de Saúde Pública 34, 1-14. Disponível: http://dx.doi.org/10.1590/0102-311x00101417. Acesso: 20 set. 2017.
CPRM. Serviço Geológico do Brasil, 2014. Carta de Suscetibilidade a Movimentos Gravitacionais de Massa e Inundação. Brasília.
Cremonez, F. E. et al. 2014. Avaliação de impacto ambiental: metodologias aplicadas no Brasil. REMOA 13, 3821-3830. Disponível: http://dx.doi.org/10.5902/2236130814689. Acesso: 20 set. 2017.
França, L. C. J. et al. 2018. Caracterização da cobertura vegetal em uma bacia hidrográfica do Piauí por meio de dois métodos. BIOFIX Scientific Journal 3, 62-71. Disponível: http://dx.doi.org/10.5380/biofix.v3i1.57461. Acesso: 20 set. 2017.
Freitas, M. I. C.; Cunha, L. 2013. Cartografia da vulnerabilidade socioambiental: convergências e divergências a partir de algumas experiências em Portugal e no Brasil. Urbe - Revista Brasileira de Gestão Urbana 5, 15-31. Disponível: http://dx.doi.org/10.7213/urbe.7783. Acesso: 20 set. 2017.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2010. Censo Demográfico de 2010. Rio de Janeiro.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2013. Manual técnico de uso da terra. Rio de Janeiro.
IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2017. Agregados por setores censitários dos resultados de universo. Disponível em:< http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/defaulttab_agregado.shtm. Acesso: 20 set. 2017.
Lima, G. C. et al. 2013. Avaliação da cobertura vegetal pelo índice de vegetação por diferença normalizada (IVDN). Revista Ambiente & Água 8, 204-214. Disponível: http://dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.959. Acesso: 20 set. 2017.
Lourenço, J. C. et al. 2013. Identificação de fatores de vulnerabilidade ambiental na Floresta do Louzeiro em Campina Grande-PB. Polêmica 12, 274-283. Disponível: https://doi.org/10.12957/polemica.2013.6429. Acesso: 20 set. 2017.
Medeiros W. M. V; Silva, C. E.; Lins, R. P. M. 2018. Avaliação sazonal e espacial da qualidade das águas superficiais da bacia hidrográfica do rio Longá, Piauí, Brasil. Revista Ambiente e Agua 13, 1-17. Disponível: http://dx.doi.org/10.4136/ambi-agua.2054. Acesso: 20 set. 2017.
Medeiros, C. N.; Souza, M. J. N., 2016. Metodologia para mapeamento da vulnerabilidade socioambiental: caso do município de Caucaia, estado do Ceará. REDE – Revista Eletrônica do PRODEMA 10, 54-73.
Moraes, B. C. et al., 2016. O Método Expedito como estratégia de avaliação qualitativa dos níveis de vulnerabilidade em ambientes da zona urbana de Teresina, Piauí. Revista Equador 5, 500-517.
Morais, L. G. B. L.; Melo, J. A. B. 2013. Pensando a relação sociedade-natureza na geografia: apontamentos para a geografia socioambiental. Caminhos de Geografia 14, 22-29.
Nascimento, P. C.; Lani, J. L; Zoffoli, H. J. O. 2013. Caracterização, classificação e gênese de solos hidromórficos em regiões litorâneas do Estado do Espírito Santo. Científica 41, 82-93. Disponível: http://dx.doi.org/10.15361/1984-5529.2013v41n1p82-93. Acesso: 20 set. 2017.
Oliveira, L. N.; Silva, C. E. 2014. Qualidade da água do rio Poti e suas implicações para atividades de lazer em Teresina-PI. Revista Equador 3, 128-147.
Pechincha, M. G. H.; Zaidan, R. T. 2016. Análise da qualidade ambiental urbana através de ambiente SIG: uma aplicação no município de Juiz de Fora – MG. Revista Brasileira de Cartografia 68, 1-17.
Pfaltzgraff, P. A. S (Org), 2010. Geodiversidade do estado do Piauí. CPRM, Recife.
Pinheiro, H. S. K. et al. 2016. Ferramentas de pedometria para caracterização da composição granulométrica de perfis de solos hidromórficos. Pesquisa Agropecuária Brasileira 51, 1326-1338. Disponível: 10.1590/S0100-204X2016000900032. Acesso: 20 set. 2017.
Ribeiro, V. M.; Vóvio, C. L. 2017. Desigualdade escolar e vulnerabilidade social no território. Educar em Revista, 2, 71-87. Disponível: http://dx.doi.org/10.1590/0104-4060.51372. Acesso: 20 set. 2017.
Santos, J. O. 2015. Relações entre fragilidade ambiental e vulnerabilidade social na susceptibilidade aos riscos. Mercator 14, 75-90. Disponível: 10.4215/RM2015.1402. 0005. Acesso: 20 set. 2017.
Silva, D. C. C. et al. 2017. Metodologia para análise do potencial de degradação dos recursos hídricos em bacias hidrográficas. Caderno de Geografia 27, 455-466. Disponível: https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2017v27n50p455. Acesso: 20 set. 2017.
Suertegaray, D. M. A., 2015. Geografia, ambiente e território. Revista da Casa da Geografia de Sobral 17, 128-144.
Suertegaray, D. M. A., 2017. Debate contemporâneo: Geografias ou Geografia? Fragmentação ou Totalização? GEOgraphia 19, 95-102.
Viana, B. A. S. 2015. Conflitos socioambientais associados à exploração de massará em Teresina-PI. Sapiência 12, 14-14.
Viana, B. A. S. et al. 2015. Estratigrafia e análise granulométrica das camadas de massará e seixos em Teresina-PI. Revista Equador 4, 1-7.
Vieira, C. I. P.; Viana, B. A. S. 2016. Áreas de extração mineral para construção civil em Teresina - PI: aspectos físicos e seus impactos socioambientais. Revista Equador 5, 99-119.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2019 Hikaro Kayo de Brito Nunes, Cláudia Maria Sabóia de Aquino

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors who publish with Revista Brasileira de Geografia Física agree to the following terms:
Authors retain copyright and grant the journal right of first publication with the work simultaneously licensed under the Creative Commons Attribution 4.0 International (CC BY 4.0) license that allows others to share the work with an acknowledgement of the work's authorship and initial publication in this journal.
Authors are able to enter into separate, additional contractual arrangements for the non-exclusive distribution of the journal's published version of the work (e.g., post it to an institutional repository or publish it in a book), with an acknowledgement of its initial publication in this journal.
Authors are permitted to make their work available online before or during the editorial process, on academic social networks, digital repositories, or preprint servers. After publication in Revista Brasileira de Geografia Física, authors are expected to update the preprint or postprint versions on the platforms where they were originally made available, providing a link to the final published version and any other relevant information, with proper recognition of authorship and the initial publication in this journal.
You are free to:
Share — copy and redistribute the material in any medium or format for any purpose, even commercially.
Adapt — remix, transform, and build upon the material for any purpose, even commercially.
The licensor cannot revoke these freedoms as long as you follow the license terms.
Under the following terms:
Attribution — You must give appropriate credit , provide a link to the license, and indicate if changes were made . You may do so in any reasonable manner, but not in any way that suggests the licensor endorses you or your use.
No additional restrictions — You may not apply legal terms or technological measures that legally restrict others from doing anything the license permits.