Ainda um assassinato bárbaro impune: violência, impunidade e conflito agrário no sul de Pernambuco (1917-1919)
DOI:
https://doi.org/10.22264/clio.issn2525-5649.2018.36.1.10Palabras clave:
Modernidade, Coronelismo, Pernambuco, PalmaresResumen
Neste artigo o conflito que envolveu duas famílias de proprietários rurais da região sul de Pernambuco. O objetivo é analisar práticas e representações sociais que sustentavam o poder dos senhores de terra, durante a crise das oligarquias agrárias na Primeira República brasileira. Neste caso as famílias Peregrino e Marques, adversárias pelo controle e posse do engenho Cachoeira Bela. Conflito que culminou, em dezembro de 1919, depois de várias mortes, no assassinato do senador estadual Fausto Freire de Carvalho Figueiredo, por um septuagenário membro dos Marques: seu patriarca Antônio Marques Soares da Costa. Um contexto de violência e impunidade, diante daquele discurso onde a oligarquia, nos jornais recifenses, defendia ideias de civilidade e modernidade.
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