CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM: PERFIL DA ASSISTÊNCIA EM NEONATOLOGIA

Autores

  • Midori Dantas Fogaça Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.
  • Clarita Terra Rodrigues Serafim Faculdade Galileu - Botucatu, SP, Brasil Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.
  • Meire Cristina Novelli e Castro Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.
  • Natália Conteçote Russo Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.
  • Wilza Carla Spiri Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.
  • Silvana Andrea Molina Lima Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5205/1981-8963.2021.246921

Palavras-chave:

Enfermagem, Carga de trabalho, Unidade de terapia intensiva neonatal, Cuidados de enfermagem, Recursos humanos de enfermagem, Neonatologia

Resumo

Objetivo: identificar o perfil assistencial com base na carga de trabalho evidenciada pelo Nursing Activities Score (NAS) em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Método: estudo descritivo, quantitativo, longitudinal, de coorte única, realizado na UTI Neonatal de um hospital escola. Resultados: o perfil assistencial foi identificado através da frequência dos itens do NAS, cujo valor médio global encontrado foi de 56,1%. Os itens do NAS mais pontuados mostram o predomínio de atividades de registro de sinais vitais, horários, cálculo e registro regular do balanço hídrico; administração de medicações não vasoativas independente da via, procedimentos de higiene e suporte aos familiares e pacientes que requerem dedicação exclusiva por cerca de uma hora em algum plantão. Foram encontradas diferenças na carga de trabalho entre os dias da semana, o menor escore pontuado foi de 55,7 no domingo e o maior de 57,8, na sexta-feira. Conclusão: o NAS identificou o perfil assistencial em UTI neonatal e pode auxiliar o enfermeiro na adequação do quantitativo de pessoal, além de identificar as maiores demandas no cuidado de sua unidade.

Biografia do Autor

Midori Dantas Fogaça, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.

Enfermeira pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e Residente no Programa de Residência Multiprofissional em Distúrbios Respiratórios Clínicos e Cirúrgicos (UNIFESP)

Clarita Terra Rodrigues Serafim, Faculdade Galileu - Botucatu, SP, Brasil Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.

Enfermeira pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), mestre e doutora pela mesma instituição Atuante na área de cuidado, gestão e administração em saúde. Com experiência no cuidado do adulto e do neonato. Atualmente docente nas faculdades Galileu, Grantietê como docente e professora substituta da Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP).

Meire Cristina Novelli e Castro, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.

Enfermeira doutora no Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Natália Conteçote Russo, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.

Doutoranda em enfermeira pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e especialista em Terapia Intensiva Neonatal.

Wilza Carla Spiri, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.

Professora doutora do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

Silvana Andrea Molina Lima, Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” / UNESP. Botucatu (SP), Brasil.

Professora doutora do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

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Publicado

08/17/2021

Como Citar

FOGAÇA, Midori Dantas; SERAFIM, Clarita Terra Rodrigues; CASTRO, Meire Cristina Novelli e; RUSSO, Natália Conteçote; SPIRI, Wilza Carla; LIMA, Silvana Andrea Molina. CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM: PERFIL DA ASSISTÊNCIA EM NEONATOLOGIA. Revista de Enfermagem UFPE on line, Recife, v. 15, n. 2, 2021. DOI: 10.5205/1981-8963.2021.246921. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/246921. Acesso em: 10 jul. 2026.

Edição

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