Entrelaçando foregrounds e saberes docentes: com a palavra futuros professores de matemática
DOI:
https://doi.org/10.51359/2965-1794.2023.254738Palabras clave:
foreground, saberes docentes, identidade docente, formação de professoresResumen
O presente artigo teve por objetivo analisar as relações entre saberes docentes, backgrounds e foregrounds apresentadas por estudantes concluintes ao longo de um curso de licenciatura em matemática na sua busca pela construção da identidade docente. Para tal, a pesquisa foi enquadrada nas prerrogativas de um estudo qualitativo e teve como instrumento de coleta a entre-vista. Os resultados indicam que os licenciandos possuem backgrounds com forte ação dos saberes experienciais e dos saberes disciplinares ‒ vivenciados em programas educativos e projetos de iniciação à docência e iniciação científica, componentes curriculares, discussões com docentes, sala de aula da educação básica e movimentos populares ‒ para a construção dos foregrounds e da identidade docente dos licenciandos. Além disso, observa-se intensa influência da pandemia de Covid-19 no redirecionamento de foregrounds para o mercado de trabalho na busca de segurança financeira e profissional e nas alterações ocorridas no modelo de ensino universitário, o que gerou questionamento sobre trancar a graduação. Com isso, é considerada a importância de estar na sala de aula ao longo da formação inicial e das disciplinas universitárias ‒ em especial aquelas voltadas às reflexões sobre questões sociais ‒ para o desenvolvimento de foregrounds de professores preocupados com a realidade da profissão.
Citas
Almeida, P. C. A., & Biajone, J. (2007). Saberes docentes e formação inicial de professores: implicações e desafios para as propostas de formação. Educação & Pesquisa, 33(2), 281-295.
Biotto Filho, D. (2015). Quem nunca sonhou em ser jogador de futebol? Trabalho com projetos para reelaborar foregrounds [Tese de Doutorado, Instituto de Geociências e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista].
Boni, V., & Quaresma, S. J. (2005). Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em ciências sociais. Em Tese, 2(1), 68-80.
Borba, M. C., & Araújo, J. L. (2019). Pesquisa qualitativa em Educação Matemática (6.a ed.). Autêntica.
Carissimi, A. C. V., & Trojan, R. M. (2011). A valorização do professor no Brasil no contexto das tendências globais. Jornal de Políticas Educacionais, 5(10), 57-69.
D’Ambrosio, U. (1990). Etnomatemática: arte ou técnica de explicar e conhecer. Ática.
De Paula, E. F., & Cyrino, M. C. C. T. (2019). Identidade profissional de (futuros) professores que ensinam matemática: uma insubordinação criativa em tempos de resistência. Perspectivas da Educação Matemática, 12(30), 636-653.
Fiorentini, D. A. (2008). Pesquisa e as práticas de formação de professores de matemática em face das políticas públicas no Brasil. Bolema, 21(29), 43-70.
Flores, M. A. (2010). Algumas reflexões em torno da formação inicial de professores. Educação, 33(3), 182-188.
Gil, A. C. (2002). Como elaborar projetos de pesquisa. Atlas.
Hodges, C., Moore, S., Lockee, B., Trust, T., & Bond, A. (2020, março 27). The difference between emergency remote teaching and online learning. EDUCAUSE Review. https://er.educause.edu/articles/2020/3/the-difference-between-emergency-remote-teaching-and-online-learning
Kvale, S. (1996). Inter-views: An introduction to qualitative research inter-viewing. Sage Publications.
Kvale, S., & Brinkmann, S. (2009). InterViews: Learning the craft of qualitative research interviewing. Sage Publications.
Meyer, C., Losano, L., & Fiorentini, D. (2022). Modos de conceituar e investigar a identidade profissional docente nas revisões de literatura. Educação Pesquisa, 48, 1-19.
Miorim, M. A. (2004). Introdução à História da Educação Matemática. Saraiva.
Moreira, P. C. (2012). 3+1 e suas (In)Variantes Reflexões sobre as possibilidades de uma nova estrutura curricular na Licenciatura em Matemática. Bolema, 26(44), 1137-1150.
Moreira, P. C., & Ferreira, A. C. (2013). O lugar da matemática na Licenciatura em Matemática. Bolema, 27(47), 981-1006.
Parecer CNE/CES n.º 1.302/2001, Diário Oficial da União (2002). http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES13022.pdf
Pimenta, S. G. (1999). Formação de professores: identidade e saberes da docência. In S. G. Pimenta (Org.), Saberes pedagógicos e atividade docente (pp. 15-34). Cortez.
Resolução CNE/CP n.º 2, de 1.o de julho de 2015, Diário Oficial da União (2015). http://portal.mec.gov.br/docman/agosto-2017-pdf/70431-res-cne-cp-002-03072015-pdf/file
Resolução CNE/CP n.º 2, de 20 de dezembro de 2019, Diário Oficial da União (2019). http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=135951-rcp002-19&category_slug=dezembro-2019-pdf&Itemid=30192
Sachs, J. (2005). Teacher education and the development of professional identity: Learning to be a teacher. In P. M. Denicolo & M. Kompf (Orgs.), Connecting policy and pratice: Challenges for teaching and learning in schools and universities (pp. 5-21). Routledge.
Silveira, M. R. A. (2002, Setembro 29-Outubro 2). “Matemática é difícil”: um sentido pré-construído evidenciado na fala dos alunos. In Anais da 25.ª Reunião Anual da ANPED (pp. 1-19).
Skovsmose, O. (1994). Towards a philosophy of critical mathematics education. Kluwer Academic Publishers.
Skovsmose, O. (2004). Mathematics in action: A challenge for social theorising. Philosophy of Mathematics Education Journal, 18(1), 1-16.
Skovsmose, O. (2005). Travelling through education: Uncertainty, mathematics, responsibility. Sense Publishers.
Skovsmose, O. (2007). Educação crítica: incerteza, matemática, responsabilidade (M. A. V. Bicudo, Trad.) Cortez.
Skovsmose, O. (2011). An invitation to critical mathematics education. Sense Publishers.
Skovsmose, O. (2012). Students? foregrounds: Hope, despair, uncertainty. Pythagoras, 33(2), 1-8.
Skovsmose, O. (2014a). Um convite à Educação Matemática Crítica (O. de A. Figueiredo, Trad.). Papirus.
Skovsmose, O. (2014b). Foregrounds: Opaque stories about learning. Sense Publishers.
Skovsmose, O., Alrø, H., Valero, P., & Scandiuzzi, P. P. (2009). “Antes de dividir temos que somar”: ‘entre-vistando’ foregrounds de estudantes indígenas. Bolema, 22(34), 237-262.
Tardif, M. (2000). Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários. Elementos para uma epistemologia da prática profissional dos professores e suas conseqüências em relação à formação para o magistério. Revista Brasileira de Educação, 13(1), 5-24.
Tardif, M. (2002). Saberes docentes e formação de professores. Vozes.
Tessaro, M. (2018). Jovens olhares sobre a escola: vivências dos processos educativos a partir do background e do foreground [Dissertação de Mestrado, Universidade Comunitária da Região de Chapecó].
Triviños, A. N. S. (1987). Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. Atlas.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2023 Edson Carlos Sobral de Sousa, Cristiane de Arimatéa Rocha

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).