Os usos dos gêneros textuais para a formação leitora na Educação Infantil
DOI:
https://doi.org/10.51359/2448-0215.2025.268854Palavras-chave:
Educação infantil, gêneros textuais, formação leitoraResumo
O artigo é resultado de uma pesquisa de um curso de especialização e teve como objetivo compreender as relações entre os usos dos gêneros textuais para a formação leitora na Educação Infantil. Com o tema relativo à alfabetização, este estudo surgiu a partir de uma problematização sobre a relação do trabalho com os gêneros textuais para a formação leitora na Educação Infantil. A metodologia adotada teve caráter qualitativo, com o método bibliográfico. Quanto aos resultados, tomou-se como ponto de partida a noção de que os gêneros textuais são ferramentas históricas de comunicação, além de serem artefatos culturais. A aprendizagem da língua escrita por meio dos gêneros é indicada não apenas por autores (as) da área da alfabetização, mas em documentos normativos. Conclui-se que os gêneros ampliam a capacidade comunicativa das crianças de forma significativa e contextualizada, distanciando-se de perspectivas tradicionais de aprendizagem.
Referências
AUGUSTO, Silvana de Oliveira. A linguagem escrita e as crianças – superando mitos na educação infantil. Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. São Paulo: UNESP, 2011. 14 p. Disponível em: https://acervodigital.unesp.br/handle/123456789/452?mode=full. Acesso em: 20 jul. 2025.
BAKHTIN, Mikhail Mjkhailovitch. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/escola-em-tempo-integral/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal.pdf. Acesso em: 20 jul. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Resolução nº 5/2009, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes curriculares nacionais para a educação infantil. Brasília: Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica, 2009. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/dmdocuments/diretrizescurriculares_2012.pdf. Acesso em: 20 jul. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/docman/julho-2013-pdf/13677-diretrizes-educacao-basica-2013-pdf/file. Acesso em: 20 jul. 2025.
BRASIL. Ministério da Educação. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998. Disponível em:http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf. Acesso em: 20 jul. 2025.
BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil. Brasília: MEC/SEF, 1998, v. 3. Disponível em:<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf>. Acesso em: 8 de maio de 2025.
DESLANDES, Suely Ferreira. A construção do projeto de pesquisa. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza; DESLANDES, Maria Suely Ferreira; CRUZ NETO, Otávio; GOMES, Romeu. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 31-60.
FERNANDES, Cláudio. Invenção da imprensa. Brasil Escola, [s.d.]. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/invencao-imprensa.htm. Acesso em: 20 jul. 2025.
FERREIRO, Emilia; TEBEROSKY, Ana. Psicogênese da língua escrita. Tradução de Diana Myriam Lichtenstein, Liana Di Marco e Mário Corso. Porto Alegre: Artmed, 1999.
FIGUEIREDO, Rita Vieira de; GOMES, Adriana Leite Limaverde; FARIAS, Maria Cílvia Queiroz; MELO, Claudiana Maria Nogueira de. (Orgs.). Avaliação da leitura e da escrita: uma abordagem psicogenética. Fortaleza: Edições UFC, 2009.
GALVÃO, Andréa; LEAL, Telma Ferraz. Há lugar ainda para métodos de alfabetização? Conversa com professores(as). In: MORAIS, Artur Gomes de; ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de; LEAL, Telma Ferraz. (Org.). Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.
JESUS, Leslie Oliveira de; GUIMARÃES, Mônica Soares de Araújo. A importância dos gêneros textuais: alfabetização e letramento. XVIII CONGRESSO MINEIRO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA. 2022, p. 127-137. Patos de Minas. Anais [...]. CMEB, Patos de Minas, 2022.
MALANCHEN, Julia. Currículo escolar e pedagogia histórico-crítica: formação emancipadora e resistência ao capital. Colloquium Humanarum, [S. l.], v. 18, n. 1, p. 123-132, 2021. Disponível em: https://journal.unoeste.br/index.php/ch/article/view/4115. Acesso em: 20 jul. 2025.
MARCUSCHI, L. A. (2002) Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONISIO, A. P.;
MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (Org.) Gêneros textuais e ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2005.
MARCUSCHI, Luiz Antônio; Dionísio, Ângela Paiva. (Org.) Fala e escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
MELLO, Elena Maria Billig; RORATO, Adriana; SILVA, Luciane Grecilo da. BNCC para que(m)? Disfarces e contradições num processo marcado por muitas (in)definições. ANPEd-SUL, XII, 2018, Jaguarão. Anais [...]. Jaguarão, 2018.
MICHETTI, Miqueli. Entre a legitimação e a crítica: as disputas acerca da Base Nacional Comum Curricular. Revista brasileira Ciências Sociais, João Pessoa, v. 35, n. 102, 2020. Disponível em: https://orcid.org/0000-0003-2236-5126. Acesso em: 20 jul. 2025.
MINAYO, Maria Cecília de Souza. O desafio da pesquisa social. In: MINAYO, Maria Cecília de Souza; DESLANDES, Maria Suely Ferreira; CRUZ NETO, Otávio; GOMES, Romeu. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2007, p. 9-29.
MORAIS, Artur Gomes de. Sistema de Escrita Alfabética. São Paulo: Melhoramentos, 2012.
PIMENTA, Selma Garrido. As ondas críticas da didática em movimento: resistência ao tecnicismo/neotecnicismo neoliberal. São Paulo; Cortez, 2019.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Antonia Natalia Oliveira Bentemüller, Raquel Carine de Moraes Martins

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a) Os autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a licença Creative Commons: creativecommons.org/licenses/by/4.0. que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da sua autoria e publicação inicial nesta revista.
b) Esta revista proporciona acesso público a todo o seu conteúdo, uma vez que isso permite uma maior visibilidade e alcance dos artigos e resenhas publicados. Para maiores informações sobre esta abordagem, visite Public Knowledge Project, projeto que desenvolveu este sistema para melhorar a qualidade acadêmica e pública da pesquisa, distribuindo o OJS assim como outros softwares de apoio ao sistema de publicação de acesso público a fontes acadêmicas. Os nomes e endereços de e-mail neste site serão usados exclusivamente para os propósitos da revista, não estando disponíveis para outros fins.




