Formação docente para infâncias
contradições entre global e local
DOI:
https://doi.org/10.51359/2448-0215.2025.268870Palavras-chave:
Formação docente, políticas educacionais, UNESCO, Pedagogia Histórico-CríticaResumo
Este artigo analisa criticamente a Estratégia Regional Docente para América Latina e o Caribe (2025–2030), elaborada pela UNESCO, confrontando suas diretrizes com os Planos Nacional, Estadual (Maranhão) e Municipal (São Luís) de Educação. A investigação, fundamentada no Materialismo Histórico-Dialético e na Pedagogia Histórico-Crítica, adota a análise documental como metodologia. O estudo problematiza as concepções de infância, professor e formação presentes no documento da UNESCO, evidenciando contradições entre o discurso global de valorização docente e os limites estruturais das políticas locais. A pesquisa demonstra que, embora os planos educacionais brasileiros incorporem metas de formação continuada, prevalece a lógica da racionalidade técnica, vinculada a indicadores e competências, em detrimento de uma formação crítica e omnilateral. Conclui-se que tais políticas reforçam processos de adaptação funcional ao capital, esvaziando a perspectiva emancipatória da docência.
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