FEMINILIDADE: UM PERFIL CULTURAL
Résumé
As imagens de mulher mudam (assim como as mulheres) a cada
época, seguindo os movimentos e os ritmos do tecido social. Parece, no
entanto, que a crença na existência do "eterno feminino" -herdeira das
perspectivas filosóficas essencialistas- é bastante resistente à mudança,
mantendo-se como parte integrante do arsenal de concepções acerca das
mulheres e da sua história nos mais diversos períodos. Difundida,
apregoada e interiorizada por homens e mulheres, a idéia de uma natureza
feminina, diferenciada, imutável e responsável pelos traços que a
caracterizam, percorre os séculos. Embora recentes em termos históricos,
os ideais modernos de feminilidade se apresentan1 para nós como reflexos
naturais e automáticos das especificidades biológicas; debita-se, em
última instância, aos estrógenos e ao aparelho reprodutivo a
responsabilidade por modos de sentir, pensar e agir femininos. Convivese,
ainda, com antigas convicções que localizam na anatomia a origem
dos traços componentes da feminilidade; acredita-se, enfim, que tudo que
diz respeito à mulher pode e deve ser explicado pelas particularidades do
seu corpo.
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