ESTÁGIO EM ENSINO DE BIOLOGIA: UMA PROPOSTA DE S.D. PARA QUIMIOSSÍNTESE E FERMENTAÇÃO
DOI :
https://doi.org/10.51359/2595-7597.2021.262326Résumé
O presente artigo descreve uma sequência didática desenvolvida numa turma de 2º ano numa escola pública do Recife, ainda em ensino presencial, voltado para a disciplina de Estágio em Ensino de Biologia 3. A sequência aborda a necessidade de o aluno ser mais ativo em sala de aula, junto ao diálogo das linguagens presentes em sala (científica e espontânea). Em conformidade com o planejamento didático da turma, a proposta se dirige aos conteúdos de fermentação e quimiossíntese, assuntos que muitas vezes não despertam o interesse dos alunos, embora permitam a inclusão e ampliação de significados às ideias já trazidas pelos estudantes, sendo mais complicado estabelecer esse tipo de associação próxima com a quimiossíntese. A sequência então, aplicada em 6 horas/aula, divide-se em três momentos: prática de fermentação, aula expositiva dialogada sobre os conteúdos e aplicação de um jogo didático. A prática foi aplicada antes da aula teórica para a maior proximidade espontânea do aluno com o assunto, que em momento seguinte, foi abordado diante os aportes teóricos. Ao ministrar a aula foi percebido que muitos dos estudantes já haviam pesquisado o experimento, demonstrando que a realização da prática despertou um caráter investigativo neles. A aplicação do jogo em último momento serviu como forma de revisão e avaliação sobre o que os alunos entenderam do conteúdo. Nesse momento foi percebido o acanhamento dos alunos, principalmente pelo receio de errar, e certa dificuldade de alguns em achar palavras adequadas, o que é compreensível já que não eram acostumados a esse exercício. O desenvolvimento da sequência então, envolto na necessidade de apropriações de falas científicas pelos estudantes, proporcionou uma maior familiarização com a ciência, o que é essencial para a visão científica a qual os alunos não eram exercitados continuamente.
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