“Diga-me que matemática sabes e eu te direi o que podes”

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.36397/emteia.v9i2.237611

Palabras clave:

educação matemática, docência, processos de subjetivação, discurso matemático, formação de trabalhadores

Resumen

Construímos uma história do hoje localizando a docência nos processos de subjetivação de trabalhadores, nas relações que estabelecem com práticas de saber-poder e com jogos de verdade instituídos no campo da Educação Matemática Escolar. Partimos de narrativas de trabalhadores para narrativas culturais mais amplas, buscando fios que tecem e sustentam a rede discursiva que possibilita dizer e ver o saber matemático escolar na constituição dos sujeitos. Para tanto utilizamos ferramentas teóricas pensadas por Foucault, uma vez que os trabalhadores são sujeitos históricos, forjados na história e no contexto cultural que os traspassa. Contudo, se há sujeições, há resistências, recusas e insurreições e delas nascem outros modos de ser e outras matemáticas, que fazem aparecer novas verdades.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Ana Maria Sgrott Rodrigues, Universidade Federal do Pará

Doutora em Educação Matemática pelo Instituto de Educação Matemática e Científica da Universidade Federal do Pará - UFPA/IEMCI

Sílvia Nogueira Chaves, Universidade Federal do Pará

Programa de Pós Graduação do Instituto de Educação Matemática e Científica daUniversidade Federal do Pará - IEMCI/UFPA

Citas

ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A Invenção do Nordeste e Outras Artes. 5ª ed. – São Paulo: Cortez, 2011.

BALDINO, Roberto Ribeiro. O "Mundo-Real" e o Dia-a-Dia na Produção de Significados Matemáticos. Bolema, Ano 11, nº 12, pp. 1 a 11, 1996.

BRASIL - Parâmetros Curriculares Nacionais (1ª a 4ª série):

matemática/Secretaria de Educação. Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 1997.

BRASIL - Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/ SEF, 1998.

CARRAHER Terezinha Nunes, David William Carraher, Ana Lúcia Dias Schliemann. Na vida 10 na escola zero. Cortez, 1988.

CHAVES, Silvia Nogueira. Reencantar a ciência, reinventar a docência. São Paulo: Editora livraria da Física (coleção textos da ciência), 2013.

DESCARTES, R. Discurso do Método. Tradução João Cruz da Costa, Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011.

DREYFUS, Hubert L. RABINOW, Paul. Michel Foucault, uma trajetória filosófica - para além de estruturalismo e da hermenêutica. Rio de Janeiro. Forense Universitária, 1995.

FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Tradução de Luiz Felipe Baeta Neves. 7ª ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2008b.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Loyola, 2008a.

FOUCAULT, Michel. Aula de 7 de janeiro de 1976. In: Em defesa da sociedade: curso no Collège de France (1975-1976). São Paulo: Martins Fontes, 2010.

FOUCAULT, Michel. Ditos & Escritos III: Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema”, Org. Manoel Barros da Mota. Tradução:.Inês Autran Dourado Barbosa. 2ª Ed. Forense Universitária. RJ, 2009.

FOUCAULT, Michel. Ditos & Escritos IV. Estratégia, poder-saber. Organização e seleção de textos Manuel Barros da Motta. Tradução de Vera Lúcia Avellar Ribeiro. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2006.

FOUCAULT, Michel. Ditos & Escritos V: Ética, Sexualidade, Política. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012, p. 258.

FOUCAULT, Michel. História da Sexualidade 2: O Uso dos Prazeres. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

Goiás. Tv Anhanguera. Empresários reclamam da falta de mão de obra qualificada em indústrias. 27/01/2014 13h14 - Atualizado em 27/01/2014 13h14. Disponível em: http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/01/empresarios-reclamam-da-falta-de-mao-de-obra-qualificada-em-industrias.html. Acesso em: 20 agosto 2014.

GONZATTO, Marcelo. ZH noticias. Relatório: De olho nas metas aponta precariedade do ensino de matemática no Brasil. 2012. Disponível em: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2012/10/por-que-89-dos-estudantes-chegam-ao-final-do-ensino-medio-sem-aprender-o-esperado-em-matematica-3931330.html. Acesso em: 20 agosto, 2014.

KNIJNIK, G. e DUARTE, C.G. Entrelaçamentos e Dispersões de Enunciados no Discurso da Educação Matemática Escolar: um Estudo sobre a Importância de Trazer a “Realidade” do Aluno para as Aulas de Matemática1. Bolema, Rio Claro (SP), v. 23, nº 37, p. 863 a 886, dezembro 2010. ISSN 0103-636X

MEIRA, L. 0 "mundo-real" e o dia-a-dia no ensino de matemática. A Educação Matemática em Revista SBEM, ano 1, nº 1, 1993.

MIORIN, M. A. Introduçao a história da Educação matemática. São Paulo: Atual Editora, 2004.

Reaprendendo a matemática. Charges na matemática. Disponível em: http://reaprendendomatematica.blogspot.com.br/2011/02/charges-na-matematica.html . Acesso:

agosto/2014.

SGROTT-RODRIGUES, Ana Maria. Tese de Doutorado: O SABER MATEMÁTICO ESCOLAR NA SUBJETIVAÇÃO DE TRABALHADORES, Universidade Federal do Pará – Instituto de Educação Matemática e Científica. Orientadora: Prof ª. Drª. Silvia Nogueira Chaves. Defendida em 11 de setembro de 2014.

WALKERDINE, V. The Mastery of Reason. Routledge, Champman Hall, Londres. 1988.

Publicado

2018-10-06

Cómo citar

Rodrigues, A. M. S., & Chaves, S. N. (2018). “Diga-me que matemática sabes e eu te direi o que podes”. Em Teia | Revista De Educação Matemática E Tecnológica Iberoamericana, 9(2). https://doi.org/10.36397/emteia.v9i2.237611

Número

Sección

DOCÊNCIA(S) EM MATEMÁTICA: constituições éticas, estéticas e políticas