Semiárido invisível? uma análise crítica da representação territorial nos livros didáticos de Geografia do 7º ano
DOI:
https://doi.org/10.51359/2594-9616.2026.269662Palavras-chave:
educação contextualizada, territorialidades, livro didático, representações socioespaciaisResumo
Este artigo analisa criticamente a representação do Semiárido nos livros didáticos de Geografia do 7º ano das coleções FTD e IBEP (PNLD 2024–2027), utilizados em escolas públicas de Petrolândia–PE, localizada na microrregião de Itaparica. Partindo da compreensão de que o ensino de Geografia deve articular conhecimento científico e território vivido, o estudo problematiza a forma como o Semiárido é apresentado nos materiais didáticos, frequentemente marcado por estereótipos de seca, pobreza e homogeneidade. A pesquisa fundamenta-se na educação contextualizada para a convivência com o semiárido brasileiro, nas teorias do território e em estudos sobre livro didático. A metodologia utilizada foi a de abordagem qualitativa e caráter documental, incluiu análise de conteúdo do livro, categorizada em três eixos: representação do Semiárido, territorialidades da microrregião de Itaparica e potencial para práticas contextualizadas. Os resultados indicam que, embora os livros contemplem elementos gerais sobre o Semiárido e a Caatinga, ainda apresentam lacunas significativas em relação às especificidades socioambientais locais, como o reassentamento provocado pela Hidrelétrica de Itaparica, a agricultura irrigada, as dinâmicas ribeirinhas e os modos de vida das comunidades tradicionais. Conclui-se que a ausência de contextualização territorial limita o potencial formativo do material e reforça a necessidade de práticas pedagógicas que valorizem o território, a cultura e as experiências dos estudantes do Sertão de Itaparica.
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