Estruturas magnéticas circulares na bacia de Pernambuco: diques anelares ou edifícios vulcânicos?

Autores

  • Miguel Sebastião Maia Chaves Arrais Universidade Federal de Pernambuco
  • Paulo de Barros Correia Universidade Federal de Pernambuco
  • Edilton José dos Santos Universidade Federal de Pernambuco
  • Sharliane Dornelle D’Almeida Araújo

Palavras-chave:

estruturas magnéticas, Bacia de Pernambuco, diques anelares, edifícios vulcânicos

Resumo

O presente trabalho é o resultado de um estudo magnetométrico realizado em uma área de aproximadamente 600 km2, localizada entre a praia de Porto de Galinhas e a cidade de Sirinhaém, na porção centro-sul da Bacia de Pernambuco (BPE). Apesar da forte alteração nos tipos litológicos, as diferenças de susceptibilidade magnética, foram sufi cientes para detectar varias estruturas magnéticas que aqui são assumidas serem resultado do evento tectônico-magmático que gerou a Suite Magmática do Cabo no fi nal do cretáceo inferior e inicio do cretáceo superior. Neste trabalho serão mostrados e discutidos mapas magnéticos, caracterizados pela presença, tanto dos alinhamentos estruturais já conhecidos, bem como pela presença de uma expressiva quantidade de estruturas circulares. A análise destes mapas mostrou duas fases da evolução da Bacia de Pernambuco, que podem ser classifi cadas como uma fase inicial rúptil acompanhada de uma fase magmática. A relação estrutural e temporal de ambas as fases mostra coerência com a idéia de que a Bacia de Pernambuco foi formada a partir de uma fase inicial rúptil que abriu espaço para a ascensão magmática posterior. O magma ascendeu preenchendo falhas ou em forma de diques anelares ou necks vulcânicos ou ainda em forma de lacólitos alinhados nas direções NE-SW e NW-SE, direções estas predominantes na fase rúptil.

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Publicado

2010-01-01

Como Citar

Sebastião Maia Chaves Arrais, M., de Barros Correia, P., José dos Santos, E., & Dornelle D’Almeida Araújo, S. (2010). Estruturas magnéticas circulares na bacia de Pernambuco: diques anelares ou edifícios vulcânicos?. Estudos Geológicos, 20(1), 101–115. Recuperado de https://periodicos.ufpe.br/revistas/estudosgeologicos/article/view/260744

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